ANIMAE VOX - DO BARREIRO A MONSARAZno lançamento do livro «Poetizar Monsaraz»
A colectânea “Poetizar Monsaraz” para além dos poemas contém belas fotografias de Monsaraz, registadas pela câmara de António Caeiro.

Por Jornal Rostos
O Grupo de música medieval e renascentista, Animae Vox, do Barreiro, esteve presente na Igreja de Santiago, localizada no interior das muralhas medievais da bonita vila de Monsaraz, no passado dia 26 de Janeiro, para participar no lançamento do livro “Poetizar Monsaraz”, e agradou, perante uma Igreja repleta de convidados, “curiosos” e da maioria dos doze autores que intervieram, com os seus poemas, na citada colectânea, de acordo com os comentários que se ouviram na assistência e como se pode verificar através de imagens registadas no decorrer do evento.
No segundo semestre do ano transacto, António Caeiro, fotógrafo, e coordenador do projecto, começou por solicitar a recepção de poemas, em que o tema versasse Monsaraz. De acordo com palavras de sua autoria, no final do ano já tinha elaborado o livro, em formato digital, e a seguir, com o patrocínio da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz e da Junta de Freguesia de Monsaraz, decidiu passar do projecto, formato digital, à edição do livro em papel, através da Editora Mindaffair, Ldª.
E a colectânea “Poetizar Monsaraz”, que para além dos poemas contém belas fotografias de Monsaraz, registadas pela câmara de António Caeiro, com introdução do “sentido” e belo poema, Recordações, que descreve parte da alma do meio Alentejano, de António de Macedo Papança, 1º Conde de Monsaraz, e prefácio de Cecília Vilas Boas, veio à luz do dia.
No livro em questão, Manuel Manços, um dos elementos do Grupo Animae Vox, colaborou com dois poemas de sua autoria e sugeriu a António Caeiro, que se houvesse um convite, coadjuvado pela Autarquia de Reguengos de Monsaraz, o Grupo se disponibilizaria a participar, com algumas peças do seu repertório de música medieval, e assim aconteceu.
O Grupo Animae Vox, trajando os seus fatos antigos, no momento do evento, era constituído por Lina Soares, Manuel Manços e Luís Reis, nas vozes, o último participou também nas cordas, em conjunto com Elida Buinho e José Manuel Guerreiro, abriu o evento com peças do seu repertório antigo, seguindo-se a apresentação da Colectânea, por Cecília Vilas boas e José Luís Outono. Depois foram lidos poemas do livro, pelos autores, presentes na cerimónia.
Valeu a pena termos ido a Monsaraz num dia cinzento e triste, que não deixou que apreciássemos as belezas que só por si é, e por outras que envolvem Monsaraz, mas que ignorámos devido à maravilhosa tarde cultural que tivemos, onde nos foi proporcionado intervir e assistir.
Houve apenas um pequeno senão, que nos poderá ainda ser útil, e levar-nos de novo a Monsaraz, (há males que vêm por bem), o carro da Editora “sofreu” uma ligeira avaria, que fez atrasar a entrega dos livros e por se reflectir, tanto no começo, como nas intervenções que se seguiram durante o evento, não foi proporcionado, a alguns dos elementos do Grupo, a interpretação de fados e modas do folclore alentejano que tínhamos preparado para a segunda parte.
Manuel Manços













