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Exposição temporária em SetúbalGravuras - Memória de MARIA GABRIEL

. Inauguração, 9 Março (Sábado), 16h00

A presente exposição de Maria Gabriel, dedicada exclusivamente à obra gráfica, possibilita uma abordagem representativa da sua produção artística no domínio da gravura.
Constitui uma rara oportunidade de visitar ou revisitar 40 gravuras de uma das mais importantes gravadoras portuguesas contemporâneas.

3 min de leitura
Exposição temporária em Setúbal Gravuras - Memória de MARIA GABRIEL

Por Jornal Rostos

Exposição temporária
“40 GRAVURAS-MEMÓRIA”
De MARIA GABRIEL
Inauguração, 9 Março (Sábado), 16h00, MAEDS

A exposição ficará patente ao público até ao dia 4 Maio de 2013.

Sobre a exposição:

DO ABSTRACIONISMO GEOMÉTRICO
AO IMAGINÁRIO FIGURATIVO DE MARIA GABRIEL

A presente exposição de Maria Gabriel, dedicada exclusivamente à obra gráfica, possibilita uma abordagem representativa da sua produção artística no domínio da gravura.
Constitui uma rara oportunidade de visitar ou revisitar 40 gravuras de uma das mais importantes gravadoras portuguesas contemporâneas.

Maria Gabriel iniciou a sua actividade artística em 1959. Realizou intenso percurso formativo nessa área, nomeadamente com João Hogan, José Augusto, e na Hoschsule Für Bildende Kunst, em Hamburgo, entre os anos de 1972 e 1978.

O imaginário da artista enraíza-se na história e nos mitos da mais ancestral cultura portuguesa, que, partindo da máscara e mascarados transmontanos, de terra dura, se faz ao mar de todos os sonhos e inenarráveis aventuras, sempre em busca de futuro, essa nostalgia do futuro que nos atormenta...

Porém, o rigor metodológico e técnico, a enorme capacidade de trabalho, o controlo racionalista que enquadra a sua vigorosa inteligência criadora, em muito se terão ficado a dever à qualificada formação no Exterior. Assumidamente, Maria Gabriel procurou ir ao encontro do mundo, em enorme amplexo, sendo muito diversificada a geografia desenhada pela circulação das sua obras em exposições internacionais: Madrid, Barcelona, Paris, Londres, Lunds-Suécia, Ontário, Roma, Florença, Hamburgo, Munique, Belgrado, Seul, Hong-Kong, Macau, Quioto.

E falando a linguagem universal da comunicação artística, com competência para atravessar o estigma da Torre de Babel, Maria Gabriel afirma a sua singularidade, nos momentos em que utiliza o discurso cubista para a exaltação poética do ser feminino, quando em codificado abstracionismo geométrico coloca ao abrigo da gravidade as suas pequenas criaturas (mitos de fundação?), ou desvenda, embora em ambiências surreais, formas reconhecidas.

Pela língua de fogo de uma personagem andrógina ou na dança de deuses mascarados de pássaros, Maria Gabriel coloca a ênfase na acção, nos ritos propiciatórios de futuros auspciosos, saibamos nós ler as estrelas e fazer a polis.

Joaquina Soares
(Directora do MAEDS e Prof.ª de Arqueologia na FCSH)

MAEDS- Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal
Av. Luisa Todi, 162, 2900, Setúbal

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