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Dia 18 Maio em SetúbalDia Internacional dos Museus

O Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal/Assembleia Distrital de Setúbal e a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra assinalam o dia Internacional dos Museus com a inauguração de duas exposições:
“ENTRE MARÉS”, fotografia da natureza de José Costa;
“TERRA VERDE”, fotografia, instalação e vídeo de Rosa Nunes.

3 min de leitura
Dia 18 Maio em Setúbal Dia Internacional dos Museus

Por Jornal Rostos

Sobre a exposição “Entre Marés”

O mundo entre marés é um lugar simultaneamente próximo e distante. Constitui um dos grandes reservatórios de biodiversidade do nosso planeta, sendo habitat de animais e plantas antigas, refúgio ancestral de grupos taxonómicos que tiveram a sua origem no Oceano e que dele nunca saíram, conjuntos de espécies que nunca colonizaram os Continentes. É também um lugar de descoberta e de encanto inesgotável para o observador.
O fotógrafo José Augusto Costa, com o seu talento apurado e um espírito de observação digno da escola dos melhores naturalistas, conseguiu captar um conjunto de imagens deslumbrantes deste mundo estranho, que agora reparte connosco na sua essência e intimidade. Convida-nos a partilhar das suas descobertas, e será nosso anfitrião e guia numa série de experiências visuais únicas que por certo não deixarão ninguém indiferente, captando até o interesse dos mais distraídos.
Vamos então partir à descoberta deste mundo estranho e ainda mal conhecido. A todos desejo que façam uma boa viagem.
António M. Teixeira / Biólogo

Sobre a exposição “Terra Verde”

O pinheiro bravo dos areais do nosso litoral encontra-se hoje em acentuado declínio. Segundo o inventário florestal nacional de 2010, esta espécie, outrora dominante na floresta portuguesa, foi claramente ultrapassada pelo eucalipto. Entre 1995 e 2010 a superfície ocupada pelo pinheiro bravo decaiu em cerca de 13%. A nova espécie vencedora na nossa floresta, o eucalipto, com os seus 750 mil hectares possui o forte apoio da industria da celulose e da pasta de papel, concorrendo vantajosamente com o pinheiro bravo e contribuindo negativamente para a biodiversidade. Os pinhais de Pinus pinaster, espécie autóctone da nossa floresta holocénica, atingiram o seu máximo desenvolvimento durante o óptimo climático pós-glaciar, entre 8000 e 5000 anos BP; presentemente têm sido devastados por incêndios, por pragas como a do nemátodo, e sobretudo pela má gestão florestal.
Rosa Nunes oferece-nos um espelho e pede-nos que o olhemos, de muito perto, a rasar a pele, e se a sua metáfora não quebrar a distância que nos separa do amor à vida, em qualquer uma das suas formas, não será apenas a duna verde de outrora que nos abandonará, pois acabaremos por esquecer o brilho do verde orvalhado e esmeraldino da nossa Terra.

Joaquina Soares/ Arqueóloga e Museóloga

As exposições ficarão patentes ao público até ao dia 14 de Setembro de 2013.

Os meios de comunicação interessados em realizar uma peça ou entrevista aos artistas e/ou à curadora das exposições deverá contactar o Serviço Educativo, através do endereço electrónico maedseventos@gmail.com ou por telefone 265239365.

Ainda no dia 18 Maio

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