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Moldura

Igreja Nossa Senhora do Rosário - Barreiro2º Ciclo de Música para órgão

. Dia 7 de Outubro - Concerto em Honra de Nossa Senhora do Rosário

Na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, vai realizar-se o 2º Ciclo de Música para Órgão, com inicio no próximo dia 7 de Outubro, pelas 21h30, com o organista António Duarte.

No dia 18 de Outubro, à mesma hora, realiza-se o Concerto «Lugar aos Jovens», com a organista Célia Tavares.
A encerrar está agendado o Concerto do «Mês da Música», dia 25 de Outubro, pelas 21h30, com o organista António M. Esteireiro.

5 min de leitura
Igreja Nossa Senhora do Rosário - Barreiro 2º Ciclo de Música para órgão

Por Jornal Rostos

Concerto em Honra de Nosa Senhora do Rosário
Segunda-feira - Dia 7 de Outubro
21h30

Organista: António Duarte

Programa

Anónimo (Séc XVII)
Tento de 6º Tom

Sebástian Durón (1660 - 1716)
Gaitilla de mano izquierda

Manuel Rodrigues Coelho (c. 1555-1635)
Dois versos sobre o canto chão do Ave Maris stella

Francisco Correa Arauxo (1576-1654)
Glosas sobre o canto chão da Virgem Maria

Carlos Seixas (1704-1742)
Sonata em fá maior
Sonata em lá menor
Allegro - Aleggro

Bernardo Pasquini (1637 - 1710)
Toccata con lo scherzo del cuco

Andrea Lucchesi (1741 - 1822)
Sonata em ré maior

Gestano Valeri (1760- 1822)
Sonata IV em fá maior

José sa Madre de Deus ( Sec. XVIII)
Fuga em lá menor

Soror da Piedade (Sec. XVIII)
Discurso de 1º Tom

Concerto Lugar oas jovens
Dia 18 de Outubro
sexta - feira
21h30
Organista - Célia Tavares

Conerto do Mês da Música
Dia 25 de Outubro
sexta- feira
21h30
Organista: António M. Esteireiro

ÓRGÃO DA CAPELA REAL DE Nª SRª do ROSÁRIO - BARREIRO

NOTAS TÉCNICAS
Por: Pedro Guimarães e Beate von Rohden Mestre-organeiro

Este é um instrumento típico ibérico da época pós barroca. Pelas características técnicas podemos concluir que possivelmente foi construído no início do séc. XIX, tendo sido utilizados alguns tubos de um outro instrumento. Na nossa opinião o seu autor deverá ter sido o organeiro António Peres Fontanes que aproveitou 1 instrumento do seu pai que estaria noutro local. Pelo tamanho do instrumento e pelo acervo musical existente na Irmandade podemos concluir que este instrumento foi feito para dar o brilho necessário às cerimónias litúrgicas, e foi usado ao longo dos tempos possivelmente até meados do séc. XX.
O órgão encontra-se no centro do coro alto com a caixa pintada em parte a imitação de mármores e ornamentos prateados-dourados; tem 1 teclado que acciona 2 secções com 53 teclas (de Dó1 a Mi5); possui 32 meio-registos e um total de 1515 tubos dos quais 57 de madeira e 159 de Palheta, além dos habituais pisantes para Cheios e joalheira para trombetas.
Durante os anos de 2006-2007, este instrumento foi recuperado pela Oficina e Escola de Organaria. O restauro da pintura e douramento foi feito pela empresa Regra de Ouro.

Durante estes trabalhos procurou-se recuperar o instrumento para a sua entidade original, tanto na vertente arquitectónica como na vertente tímbrica. O órgão foi desmontado e limpo; os someiros foram metódicamente restaurados, assim como a mecânica das notas e registos.
Os foles foram refeitos segundo modelo existente no órgão da Arrentela e montado um ventilador eléctrico. Os tubos foram cuidadosamente limpos, restaurados e alongados onde necessário com material da mesma liga; foram reconstruídos cerca de 120 tubos flautados e 65 tubos de palheta de metal, quase todos do GO.
Assim se conseguiu redescobrir a sonoridade que cremos ser próxima da original, muito própria com bom fundamento e bastantes harmónicos, como foi típico do período pósbarroco.
O temperamento usado é desigual, próprio para um instrumento desta época que realça as tonalidades com menos “acidentes” mas não proíbe nenhuma tonalidade.
Bem-hajam todos os que se empenharam na recuperação deste instrumento, esperando assim que este órgão continue a servir a Igreja e a Cultura, como o fez quase ao longo de 200 anos, ainda por muitas gerações e a sua música seja louvor de Deus e encha os corações.

NOTAS HISTÓRICAS
Por: Fernando Carvalho da Mota
Téc. Sup. de História do Gabinete de Arquivo e Gestão Documental da C.M. do Barreiro

Apesar da riqueza documental do Arquivo Histórico da Irmandade de N.ª S.ª do Rosário não chegaram aos dias de hoje documentos que nos contem a proveniência, chegada ou montagem do órgão.
Este foi provavelmente oferecido à Irmandade depois de 1797 – segundo a tradição, por D. Maria I – porque nesse ano e segundo os documentos de despesa do arquivo da Irmandade ainda foi alugado um instrumento que veio de barco de Lisboa (o aluguer custou 2.880 réis).
O primeiro documento que faz referência a um órgão nesta Igreja, data de 1808 e alude à despesa com um ferro para o mesmo. No ano seguinte era registada a despesa com dois rapazes para «puxar os foles» do órgão na denominada «Capela Real de N.ª S.ª do Rosário do Barreiro».

Em 1811 e face à eminente evasão francesa pelo Sul, a Irmandade ordenava que o órgão fosse desmontado e encaixotado. Esta acabou por não percorrer o caminho por Sul até à capital e o órgão não saiu do Barreiro, mas continuou encaixotado, razão pela qual no ano seguinte a Mesa da Irmandade deliberou que fosse novamente pintado.

Em 1821 o órgão recebe as primeiras obras de vulto pela mão de António José Fontanes, mestre organeiro da Real Basílica de Santa Maria de Lisboa. Entre as despesas contam-se: «três pelicas de França, para conserto dos foles; 2 arratéis de crude preparado; um pedaço de madeira de vinhatico para os registos gerais; uma fechadura para a caixa do teclado; 100 taxas e 50 pregos de asa de mosca para abas dos foles».
António José Fontanes e dois ajudantes receberam pelo trabalho que durou oito dias, 19.700 réis. Este restauro (e outros até 1826) sugere a autoria do órgão ao seu pai Joaquim António Peres de Fontanes.

Composição do órgão da igreja de Nª Srª do Rosário – Barreiro
.1 teclado de 53 notas para 2 secções

Registos do Concerto inaugural ...para recordar







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