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História de Alcácer do Salem encontros internacionais de arqueologia

A área de arqueologia da Câmara Municipal de Alcácer do Sal está de parabéns. Em apenas duas semanas participa em dois importantes eventos para falar da história do concelho.
Já hoje, dia 10, às 17h55, no centro de eventos do hotel Aqualuz, em Tróia, Marisol Ferreira e Ana Catarina Cabrita participam no Congresso Internacional Ânforas Lusitanas – Produção e difusão.

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História de Alcácer do Sal em encontros internacionais de arqueologia

Por Jornal Rostos

Na próxima semana será a vez de António Rafael Carvalho apresentar o seu trabalho em Sines, nas Jornadas de História e Arqueologia do Alentejo Litoral.
Os fornos romanos da estrada da Parvoíce, em Alcácer do Sal, são o tema da comunicação que Marisol Ferreira e Catarina Cabrita, em conjunto com João Pimenta, do Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa, vão apresentar e que também será publicada na revista "British Archaeological Report (BAR)"
Trata-se de uma extensa área de vestígios de produção oleira situada à entrada da estrada de Santa luzia e que, embora fosse conhecida desde 1984, voltou a ser escavada de emergência recentemente, devido à operação de regeneração urbana RUAS, que interveio naquela área. Devido aos vestígios encontrados, os arqueólogos pensam estar perante uma olaria localizada na periferia da antiga cidade de salácia, dedicada à produção de cerâmica comum, de construção e, sobretudo, de ânforas, com realce para as ânforas de morfologia ovoide, inseríveis nas recentemente denominadas ovoides lusitanas. Foram encontradas muitas peças cerâmicas e dois fornos, pressupondo-se a produção contínua durante mais de cem anos.
António Carvalho falará em Sines, nas jornadas que decorrem no Centro Cultural Emmérico Nunes, nos dias 19 e 20 de outubro. Os temas das apresentações vão ao encontro do mote das jornadas deste ano - A ação dos poderes nas escalas local e regional.
Assim, o arqueólogo do município falará, no dia 19, às 17h15, sobre o final da presença islâmica em Alcácer do Sal, entre 1191 e 1217, refletindo sobre a estrutura urbana da cidade no seio do califado al-Muwaidūn, nomeadamente sobre a conquista Almóada de 1191, na qual se procedeu à purificação da cidade, à construção de uma nova mesquita assim como à renovação do sistema defensivo, referidamente com a edificação de torres albarrãs. A doutrinação política da população também será abordada.
A segunda comunicação de António Carvalho (dia 20 – 11 horas) é sobre o Torrão, mais propriamente sobre a fundação da Santa Casa da Misericórdia local, nos séculos XVI e XVII. Com base na documentação estudada no arquivo daquela instituição, o arqueólogo traçará as linhas gerais da sua história, desde o reinado de D. João III até ao Período Filipino e as suas ligações à Ordem de Santiago e à extinta Câmara Municipal do Torrão.
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