O BARREIRO E A ATIVIDADE CULTURAL«Ajudem-nos a traçar os caminhos»

Por Jornal Rostos
“Consideramos que a cultura é um pilar importantíssimo do desenvolvimento do Concelho”, referiu o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro no início do debate. “Ajudem-nos a traçar os caminhos”, apelou o autarca aos cerca de 30 produtores e atores culturais do Concelho presentes na iniciativa.
Carlos Humberto de Carvalho falou da intervenção da Autarquia na descentralização da cultura, pelas freguesias e escolas. “São linhas de trabalho que consideramos importantes”, referiu. No entanto, o Autarca salientou que o desenvolvimento cultural não é possível se a CMB for a dinamizadora principal da atividade. “O que queremos é incentivar, cooperar, envolver as várias entidades e agentes culturais. Mais do que fazermos, queremos é ajudar os que sabem a fazer”, referiu.
Em relação à atividade cultural do Concelho do Barreiro, referiu que “o que se faz é positivo e interessante”.
O Presidente mencionou que “uma linha de trabalho que consideramos que pode ser interessante prende-se com a Rota do Trabalho e da Indústria do Barreiro. Temos uma grande tradição de trabalho e um importante património industrial e considerávamos que, do ponto de vista cultural e da atividade económica, podia ter um papel interessante. Temos consciência que não é algo que se faça de um dia para o outro, mas podia pôr o Barreiro no ‘mapa’, além da importância cultural, histórica e emocional que tem para nós”.
Por seu lado, a Vereadora Regina Janeiro, responsável pela Cultura, salientou, no final do debate, a grande diversidade de atores e produtores culturais. Na área musical, destacou projetos de qualidade e com projeção nacional como o OutFest, o Barreiro Rocks, ou o trabalho desenvolvido pela Escola de Jazz do Barreiro, tendo referido também a importância da Banda Municipal do Barreiro, da Camerata Musical, dos Grupos Corais, do Órgão de Tubos da Igreja Nossa Senhora do Rosário, da música lírica, dos grupos corais alentejanos, entre outros. No teatro e na dança, salientou os inúmeros grupos a atuar no Concelho e nas artes visuais destacou o trabalho que tem sido feito na área da fotografia e artes plásticas.
“A CMB deve procurar dinamizar, estabelecer parcerias, assinar protocolos” e “descentralizar a atividade, formando novos públicos”, concluiu de acordo com o que foi salientado no debate. Resumindo o que foi defendido na conversa, Regina Janeiro referiu que “deve haver um investimento na formação de públicos” e “uma grande aposta na divulgação interna e externa”.
Considerando que esta conversa foi apenas “o pontapé de saída”, algumas conclusões foram já retiradas como, por exemplo, a valorização coletiva de dois grandes projetos: Rota do Trabalho e da Indústria do Barreiro e 40 anos do 25 de Abril.
Fonte - CMB













