Casino Estoril inaugura exposição «12 Contemporâneos»Contemporaneidade 12 artistas do nosso tempo

Por Jornal Rostos
O facto de participarem finalistas das duas faculdades, Lisboa e Porto tem concorrido para que nesta galeria se encontrem a expor frequentemente artistas nortenhos, como acontece nesta mostra. É o caso de Damião Porto, Daniel David, Domingos Loureiro, Filipe Rodrigues, Pedro Rodrigues e Mariana Sampaio que são nortenhos. Sulistas são Mara Costa, Maria Flores, Diogo Navarro, Pedro Castanheira, Rodrigo Machado e Rui Tavares. Esta edição é, pois um 6 a 6 muito equilibrado.
A Galeria de Arte do Casino Estoril foi fundada em 1960, há 54 anos. É a segunda mais antiga Galeria Portuguesa e a que mais atenção tem dispensado aos jovens artistas. Pelos Salões de Primavera passaram, até hoje, 869 jovens artistas, nas 26 exposições já realizadas, muitos dos quais, ocupam hoje importantes lugares em instituições culturais, públicas e privadas, não apenas no País, mas também no estrangeiro ou são já artistas com lugar de relevo no panorama das Artes Plásticas Portuguesas, incluindo no Ensino Superior. É o caso de um dos participantes nesta exposição, Domingos Loureiro, hoje professor na Faculdade de Belas Artes do Porto, no curso de Pintura, que por isso tem o encargo de seleccionar os finalistas de Belas Artes do Porto que no corrente ano vão participar no Salão de Primavera. Quando aluno, participou em 6 Salões de Primavera, tendo sido distinguido com 5 menções honrosas.
Por três razões, esta Galeria de Arte tem uma certa preferência pela realização de exposições colectivas. A primeira, pelas excelentes características do espaço, pela sua dimensão e boas condições expositivas. A segunda, por que, as colectivas adequam-se a uma aprendizagem mais correcta do que seja a Arte, dada a variedade de linguagens artísticas, patentes nos trabalhos expostos, além de convidarem a uma apreciação comparativa desses trabalhos, quer quando de autores habilitados com formação académica, quer quando autodidactas. A terceira é porque as individuais são limitadas a um número reduzido de artistas, sendo, muitas vezes, através das colectivas que se escolhem os artistas que farão as individuais.
Dizem por aí os profetas das malas patas que a Pintura (com caixa alta) morreu. É falso. Por outro lado, há boa e má Pintura. A boa Pintura continua a ser a modalidade, com primazia, no campo das Artes Plásticas. A que aqui está apresentada não é boa. É óptima. Até por isso, é prova de que a Pintura não morreu.
Estou convicto de que os muitos visitantes desta exposição, a quem agradecemos a sua visita, vão ser da mesma opinião. Esta exposição ficará patente ao público até 30 de Abril, todos os dias, das 15 às 24 horas.
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