Hamlet talvez em cena em Almadano Teatro Municipal Joaquim Benite

Por Jornal Rostos
Depois de Burgher King Lear (2006), Romeu & Julieta (2011) e Open Hamlet (2013), João Garcia Miguel continua o seu diálogo com William Shakespeare. Nesta adaptação do clássico busca-se simultaneamente um entendimento e ajuda para os enigmas do viver, e auxílio para modificar e explicar o que vemos acontecer em cada um de nós. Parte-se da subjectividade filosófica dos actores em cena, e através da personagem de Hamlet e da sua intemporalidade, exploram-se as sombras, os fantasmas, as incertezas existenciais e a nossa própria desumanidade.
Para Garcia Miguel, Hamlet “impõe-se como uma dúvida fracturante, uma espécie de identidade oracular e fantasmagórica que anuncia, avant la lettre, o sujeito moderno e as suas ramificações na direcção do sujeito contemporâneo”. Trata-se de uma viagem pelo reino de Elsinore pouco convencional e propícia à reflexão sobre as forças concretas e dispersas, que nos incitam à acção e que opostamente, por vezes, nos paralisam – afinal, ser ou não ser? fazer ou não fazer?
João Garcia Miguel (n.1961) iniciou a sua carreira profissional na década de 80. Foi um dos fundadores dos colectivos Canibalismo Cósmico, Galeria Zé dos Bois e OLHO- Associação Teatral, que dirigiu entre 1991 e 2002. Em 2003 fundou a Companhia João Garcia Miguel e, em 2008, tornou-se director artístico do Teatro-Cine de Torres Vedras. Em 2014 foi distinguido com o prémio SPA para Melhor Espectáculo de Teatro, com Yerma.
FICHA ARTÍSTICA
Intérpretes: António Pedro Lima, Frederico Barata, Pedro J. Ribeiro, Rita Barbita e Sara Ribeiro
Assistente de direcção e apoio à tradução Sérgio Coragem
Figurinos Ana Luena
Desenho de luz Luís Bombico
Direcção de som Manuel Chambel
Fotografias de ensaio Tyrone Ormsby
Direcção de produção Raquel Matos
Comunicação Pedro Caetano
TMJB | SALA EXPERIMENTAL | M/12
30 e 31 OUT | SÁB às 21h30
PREÇO: 5€ a 10€
RESERVAS: +351 212 739 360
COMPRAR: http://cta.bilheteiraonline.pt/













