Almada - Na Biblioteca da FCT-NOVA no Campus de CaparicaExposição Tribos de Bruno Lavos Marques
«Sonho com um espaço aberto à experimentação, ao tato e à interação com o espetador.» afirma Bruno Lavos Marques.

Por Jornal Rostos
Já o curador, Mário Caeiro, investigador e docente na ESAD.cr, afirma que «Bruno Lavos Marques é, neste quadro, alguém que, por um lado, não abdica da cidade como médium fundamental para a afirmação da sua linguagem. Por outro, e num mesmo gesto, fala da cidade como sistema, explicita fragilidades no seu funcionamento, rematando o seu discurso com uma nota resolutamente positiva. Todo o realismo, nenhum pessimismo, e sobretudo a força imparável do saber-fazer – no caso, uma apurada técnica de desenho-instalado que transforma traços em espaços e territórios em imagens.
Por seu lado, José Moura, diretor da Biblioteca da FCT-NOVA, refere que «Passaram quase 10 anos desde que o novo edifício da Biblioteca entrou em funcionamento no Campus da FCT-NOVA. Livros e acervos de diversos polos do Campus encontraram um espaço multifuncional... um espaço que encara o futuro com a perspetiva de uma Biblioteca de dupla valência… a Biblioteca no sentido mais direto do termo… e uma Biblioteca que, para além dos livros, acervos, lançou um vasto programa de atividades e criou uma interface cultural com quem vive na (e com quem passa pela) Faculdade. A sala de exposições e o auditório tornaram-se pontos centrais, onde múltiplos eventos aconteceram.
José de Moura acrescenta que «Foi a capacidade comunicativa que se destacou na ambiciosa eprovocatória intervenção de Bruno na Biblioteca da FCT-NOVA em 2008. Nessa obra, em que tive a minha primeira oportunidade para realizar a curadoria de uma exposição individual de um artista, vi o Bruno não apenas fazer um autorretrato de enorme resiliência ao simplismo com que encaramos os artistas, como ‘perturbar’ definitivamente o espaço com um gesto de tal forma retórico que perdurou na memória de todos. Bruno tornou-se uma das memórias mais queridas da Tate da Caparica, como lhe costumo chamar.
A exposição e intervenção de arte contemporânea, com inauguração marcada para o dia 14 de janeiro, quinta-feira, às 17:00 horas, ficará patente até 14 de abril de 2016. Reunindo uma coleção de desenhos sobre a cidade e a globalização, esta exposição é o resultado de um período de sete anos da vida do artista em Londres, de viagens pelo mundo e residências artísticas em lugares como Berlim, Madrid, S. Paulo e Taiwan.
No exterior, toda uma filosofia de ligação explode para um espetacular desenho espacial. Esta é sem dúvida uma nova forma de escultura transformada em instalação através do movimento. A obra foi realizada com o apoio da IDEPA, empresa de referência no mercado das passamanarias, que assim tornou possível um trabalho desta envergadura.
Fonte - UN













