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Grupo de Teatro «Os Celtas» - BarreiroUma estreia para viver a emoção e a intensidade do teatro

O Grupo de Teatro «Os Celtas» fez a sua estreia, hoje à tarde, no decorrer do evento ‘A minha rua é o Barreiro’, levando a cena a peça «O Urso» de Anton Tchekov, com encenação de Joaquim Paulino.

Uma peça pequena que, pode dizer-se, é um «balão de ensaio», para dar a conhecer um novo projecto teatral no concelho do Barreiro.

3 min de leitura
Grupo de Teatro «Os Celtas» - Barreiro Uma estreia para viver a emoção e a intensidade do teatro

Por Jornal Rostos

Uma peça que divertiu a assistência e, foi, sem dúvida uma «actividade laboratorial», um espaço experimental, para testar a coragem de subir ao palco, enfrentar um público, dominar personagens e viver a emoção e a intensidade dessa arte que se faz com amor e paixão, ou não se faz.
O que vi no palco foram pessoas que, pelo que expressaram, gostam de teatro e estão ganhos para aprender, da forma mais prática que existe para aprender – fazendo.
Nota-se que existem lacunas, não passam despercebidas a quem estiver mais atento a pormenores, mas, uma coisa também demonstram que existe algum àvontade, porque a peça não pára, tudo continua e as situações são dominadas – siga em frente.
Estiveram bem as «jovens» actrizes. Têm boa dicção. Têm potencialidades.
A encenação está sóbria. Faltam projectores para dar mais dimensão ao espaço. Falta algum enquadramento musical que daria mais emoção.
A peça esta marcada de uma grande simplicidade, mas está bem construída e as marcações bem determinadas.
O guarda roupa está quanto baste, embora, nota-se, a necessidade de dar mais conforto às personagens.
O que registei como fundamental é que, ali, existe vontade, muito amor ao teatro e potencialidades.
Nisto do teatro é preciso gostar. Nota-se que gostam e estão divertidos.
Depois, é preciso ensaiar e enquadrar dando raízes e dimensão de projecto e gerando uma cultura de equipa. Nota-se que estão disponíveis para a auto-ajuda.
Por fim, é preciso ensaiar, ensaiar, para fazer, fazer e ir aprofundando a experiência e aumentando o domínio do espaço cénico. Isso faz-se fazendo.
Continuem. Não deixem de arriscar. Não percam a coragem, porque um grupo de teatro numa Colectividade pode ser um elemento estruturante das suas dinâmicas associativas.
Parabéns. Eu diverti-me, até com os comentários dos espectadores que, sentia-se, viveram as situações com intensidade, partilhando as vivências das personagens.
E, nisto de fazer teatro nunca é tarde para aprender e fazer, mas, sempre como fizeram hoje – com amor. E, isso é que é lindo!
Não queiram ser vedetas, queiram viver e amar o teatro. Hoje, o Grupo de Teatro «Os Celtas» demonstrou que tem muito para dar e caminhar.
O grupo assumiu a estreia com humildade e vontade de dar, proporcionando momentos hilariantes e uma tarde agradável, provando que o teatro faz parte da nossa cultura e tem raízes na comunidade barreirense.

António Sousa Pereira

Ficha Técnica
Grupo de Teatro «Os Celtas»
«O Urso», de Anton Tchekhov, versão portuguesa de Luiz Francisco Rebello
Encenação – Joaquim Paulino

Actores
Joaquim Paulinoi
Maria Conceição Graça Lopes
Maria Isabel Santos
Mercedes Valentim
Figurantes diversos – não identificados

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https://www.facebook.com/jornalrostos/photos/?tab=album&album_id=10153589667397681

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