Espaço Expoarte no Hospital do Barreiro«Rio das Cores» do artista plástico Rotiv

Por Jornal Rostos
O IMPULSO PARA PINTAR
O impulso para pintar, embora pareça que nasce com todos nós, não é bem assim.
Se os homens das grutas do Escoural, Altamira, Chauvet, representaram com uma estética brilhante, animais e símbolos que faziam parte das suas vidas, tal actividade não poderia ser meramente expontânea.
Pintar exige insistência, trabalho disciplinado, obsessão, tempo. Tempo de que dispomos, agora. Quando se pinta nada mais existe. Só pensamento e sentimentos colados na tela. Luta-se com a obra, esta faz-se a si mesma, evolui, embora respeitando os traços iniciais. Surge o cansaço. Temos de parar. Amanhã há mais, talvez.
E depois há a procura do tema, a procura de nós, as memórias, os afectos e sempre a terra onde nascemos, onde crescemos, as raízes, os locais e o eterno rio, a água com os seus mil cambiantes de luz. Barreiro, rio, máquinas, gente laboriosa. É para ela que pintamos e o maior reconhecimento será gostarem.
Texto e Pinturas de Vitor Manuel













