Barreiro - Teatro Projéctor no Auditório da Verderena«As três mulheres» de Edward Albee no final da «Festa do Teatro»
Uma jovem, um mulher de meia idade e uma idosa. Três mulheres que conversam sobre a condição humana.

Por Jornal Rostos
Não perca, esta noite, dia 29 de Outubro, pelas 21h30, no Auditório de Freguesia da Verderena, um espectáculo inserido na 5ª Festa de Teatro, promovida pela Grupo de Teatro Projéctor.
«As três mulheres» de Edward Albee
Ficha Técnica
Autor - Edward Albee
Encenação – Abílio Apolinário
Actrizes
Anabela Pereira
Elsa Barata
Lara Nayr
SINOPSE
Uma jovem, uma mulher de meia-idade e uma idosa. Nelas se projecta, confessadamente, a mãe adoptiva do dramaturgo, por isso, Três Mulheres Altas é apontada como a peça mais autobiográfica de Albee.
Como num jogo de espelhos, estas mulheres transformam-se na mesma mulher, e sobre nós paira a dúvida que as assalta sucessivamente desde o primeiro minuto: "como é que eu me transformei nisto?"
O texto acompanha o percurso de três mulheres de várias gerações que são apenas uma. Foi escrita após a morte da mãe adoptiva do dramaturgo norte-americano Edward Albee. Perversamente engraçada, e dita com uma verdade intransigente, a peça reflecte sobre a condição humana a partir do olhar das três mulheres em diferentes fases da vida. As três debruçam-se sobre os caminhos e as contrariedades dessa vida enquanto elas próprias caminham para a morte.
O percurso da peça.
Quase três décadas depois de Quem tem medo de Virgina Woolf, Edward Albee via estrear num teatro austríaco Três Mulheres Altas. O autor norte-americano era, à época, considerado pela imprensa especializada um “esquecido” e a peça passaria quase despercebida. Porém, pouco tempo depois, em Londres e Nova Iorque, Maggie Smith e Myra Carter, respectivamente, interpretariam o papel da nonagenária protagonista. O mundo redescobria Albee, e Three Tall Womenvenceria, em 1994, o Pulitzer para Teatro. “Três Mulheres Altas”, de Edward Albee, é considerada uma das peças mais pessoais, mesmo autobiográficas em muito do seu traçado, do autor de “Quem Tem Medo de Virgínia Woolf?” que a escreveu pouco tempo após a morte da sua mãe adoptiva.
Neste mesmo ano, em Lisboa, no Teatro São Luiz, a peça seria encenada por Jacinto Ramos, com Glória de Matos no papel principal. Manuel Coelho era assistente de encenação nesse espectáculo, e foi assim que descobriu "o fascínio imanente a este texto". Vinte anos depois (2014), desafiado pelo director do Teatro Nacional D. Maria II, João Mota, o encenador reencontra, em seu entender, "a mais realista das peças do teatro do absurdo". Com o aliciante de ter no papel da mulher idosa Catarina Avelar, num muito saudado regresso ao palco da Sala Garrett.
“Três Mulheres Altas” ficará certamente como um dos bons espectáculos do ano de 2014, servido por uma inteligente e límpida encenação de Manuel Coelho.













