No Montijo depois do fim da CornucópiaLuís Miguel Cintra regressa com «Um D. João Português»
É a primeira peça em que o encenador trabalha depois do encerramento do Teatro da Cornucópia.

Por Jornal Rostos
“Um D. João Português” será o primeiro resultado de uma “criação teatral em moldes totalmente diferentes”, que não quer deixar de concretizar ideias mas que as adapta à “nova maneira de produzir”, a mesma que ditou o encerramento da Cornucópia, que não tinha suporte financeiro para continuar como sempre tinha feito.
O grupo que assina este novo trabalho é formado por atores e pelo diretor da Cornucópia: “Em vez de tomar as novas condições de produção como uma prisão, este grupo de trabalho tem como objetivo criar um projeto que transforme as condições existentes numa verdadeira relação com o público”. A comunidade local ganha aqui mais protagonismo, esperam os responsáveis, bem como a colaboração com outros grupos de teatro, escolas, associações culturais, centros culturais ou grupos desportivos. Tudo para contrariar a ideia de “apresentar um produto pronto a ser consumido”.
A divisão em quatro partes do texto de “Um D. João Português” corresponde “aproximadamente” a quatro atos, que motivam a procura da “cumplicidade de quatro cidades diferentes”. Em cada uma delas haverá leituras públicas e uma residência de duas semanas quando for feita a apresentação da respetiva parte. E aqui a escolha de locais “não convencionais” não é aleatória.
A entrada no Pólo da Junta de Freguesia de Afonsoeiro, no Montijo (sábado às 21h) é gratuita, com lotação limitada













