BARREIRO - Exposição «Je Suis Perdu» na ADAOPolaroids de Cláudio Ferreira e João Figueiredo
. De 13 de setembro a 5 de outubro

Por Jornal Rostos
Sobre a Exposição
Je Suis Perdu
(…) Aproximava-se da franja de sombra, que se erguia a perder de vista como uma muralha nua e baça, mais atraente que uma sombra autentica, porque, na realidade, era uma ausência de luz, um vazio compacto, uma solução de continuidade, cujo escrupuloso rigor nada podia perturbar.
O Outono em Pequim
Boris Vian
A memória é uma construção que se transforma e molda com o tempo. Expande se e contrai-se, muda formas, cheiros e lugares, transforma cores em sons, luz em escuridão.
Niepe foi o primeiro a conseguir fixar uma memória fotográfica, mas mesmo com ela, os sons, as cores e os cheiros ficaram perdidos naquele momento a que Roland Barthes associa à morte: “sinto que a Fotografia cria meu corpo ou o mortifica a seu bel-prazer“.
Mesmo com a fotografia, o combate contra Cronos, Titã do tempo, é um combate inglório.
Cláudio Ferreira
João Figueiredo













