No Teatro Municipal do BarreiroDescobrir os amigos e a alegria de viver
Um espectáculo divertido, com ritmo, que prende crianças e adultos, na descoberta da amizade e da alegria de viver.
Sentimos que o espectáculo actua em nós, diverte, e, sem dúvida, proporciona a pais e filhos um encontro com a vida.

Por Jornal Rostos
Está, mais uma vez, de parabéns o Arte Viva. Um espectáculo divertido, com ritmo e muita musicalidade. Uma excelente coreografia.
Na interpretação os actores garantem a qualidade do espectáculo. A utilização de “novas tecnologias” valorizam o desempenho dos personagens com mais à vontade.
O público correspondeu, expressando a sua satisfação, nas suas gargalhadas e por várias vezes e acompanhando as canções, no ritmo dos seus aplausos.
O texto é uma mensagem positiva que vem ao encontro daquilo que, cada vez mais, todos nós precisamos de descobrir no Barreiro, o valor da amizade e a alegria de viver.
O cenário está criativo, com plasticidade e mobilidade, que permite facilmente reeenquadrar os espaços no contexto textual e na dinâmica da peça.
A cena da viagem está muito bem concretizada, com simplicidade e luminosidade. Só não gostei de ver que o jovem escrever as memórias da viagem com uma esferográfica. Um lápis, na circunstância seria mais adequado ao contexto.
O Guarda Roupa e Figurinos merecem um nota muito positiva, com um especial destaque para o Mordomo – Eugénio Silva. Espectacular na “forma” e na interpretação.
Maria Matos – A mãe, Miquelina - como sempre marca a sua presença dando dimensão à personagem e elegância no palco.
Ângela Farinha – Júlia – é uma personagem vivida de forma intensa e com sensibilidade.
Os jovens de uma forma geral, são um exemplo vivo, da escola de teatro que é o Arte Viva. Estão todos de parabéns. Um verdadeiro jogo de irmãos com expressividade.
Uma referência para os momentos musicais, onde se regista a homogeneidade do grupo e momentos plásticos que constituem quadros com esteticidade, que demonstram um trabalho intenso e atento trabalho de direcção de actores, com criatividade.
Beatriz Cardoso – Lu Petrolina – uma personagem impecável que transmite, de forma serena e sem exageros, a arrogância, pedantismo e snobismo, sem fingimentos.
A figura do pai – Abílio – desempenhada por Dário Valente, talvez esteja demasiado tempo sentado, mas tem uma interpretação expressiva ( ah, é verdade, não gostei que estivesse a ler um jornal cá da nossa praça, num acto de publicidade indirecta, mas, talvez, tal seja um acordo de patrocínio ao espectáculo).
No final do espectáculo, aquele momento de envolvência de actores com o público, dando continuidade ao espectáculo, do palco para a vida, contribui para que o espectador transporte consigo, com mais força interior, aquela mensagem – a lição – que é preciso descobrir os amigos e também a alegria de viver.
Sentimos que o espectáculo actua em nós, diverte, e, sem dúvida, proporciona a pais e filhos um encontro com a vida.
Uma nota final – Vá ver este espectáculo. Num sábado à tarde, ou num domingo de manhã, vá com os seus filhos ou netos. Divirta-se.
António Sousa Pereira
SINOPSE
A ADIVINHA conta a história de três irmãos alfaiates que decidem partir para a cidade das Sete Torre Douradas em busca de fortuna. Vão tentar resolver uma adivinha proposta pela filha do Governante da Cidade, na esperança de casar com a menina e assim conquistar riqueza e felicidade. No entanto, a felicidade não se encontra por detrás do dinheiro, como acaba por descobrir o mais novo dos irmãos ao conhecer um amigo inesperado…
Personagens
Pai (Abílio) – Dário Valente
Mãe ( Miquelina) – Maria Matos
Ernestino – André Semeano
Paulino – Rafael Costa
Braz – Filipe Ribeiro
Lu Petrolina – Beatriz Cardoso
Júlia – Ângela Farinha
Roberto (Mordomo) – Eugénio Silva
Ollaf (Urso) – Dário Vicente
Ficha Técnica
Encenação – Raquel Ferreira e Rui Quintas
Direcção de Actores – Rui Quintas
Coreografia – Raquel Ferreira
Música – Gustavo Teixeira
Letras – Pedro Gerardo
Cenografia – Eugénio Silva e Dário Valente
Figurinos – Eugénio Silva
Guarda Roupa – Teresa Balbi e Maria Cavaco
Luz e Som – Arte Viva
Programa e Cartaz – Eugénio Silva
Divulgação – Arte Viva
O porquê da escolha de “A Advinha”
“Quando andava no 4º ano (antiga 4ª classe), a minha escola, “A Escolinha”, organizava encontros com escritores. Lembro-me que em vésperas destes encontros preparávamos perguntas e as melhores eram escolhidas para serem feitas directamente aos autores.
Outra das nossas obrigações era ler os seus livros. Fiquei encantada com a história de “Beatriz e o Plátano”, e tive oportunidade de colocar a minha questão a esta grande senhora, Ilse Losa.
Quando soube que em Janeiro de 2008 se completava um ano sobre a sua morte, ocorreu-me assinalar esta efeméride, estreando uma peça da sua autoria.
Outra das razões para a escolha de “A Advinha” foi o facto deste texto fazer parte do “Plano Nacional de Leitura”.
Texto de Raquel Ferreira – in Programa
Quem foi Ilse Losa?
Ilse Losa nasceu na Alemanha a 20 de Março de 1913. A sua qualidade de judia criou-lhe embaraços no seu país, de onde foi forçada a sair. Na Inglaterra teve os seus primeiros contactos com escolas infantis e com os problemas das crianças. Refugiando-se em Portugal, aqui casou, adquirindo a nacionalidade portuguesa. A sua já vastíssima obra inclui romances, contos, crónicas, trabalhos pedagógicos e literatura para crianças. Traduziu do alemão alguns dos mais consagrados autores. Em 1984 recebeu o Grande Prémio Gulbenkian, premiando o conjunto da sua obra para crianças. Em 1990 são lançados na Alemanha O Mundo Em Que Vivi e Sob Céus Estranhos, o mesmo acontecendo em 1992 com o seu livro de contos Caminhos sem Destino. Em 1998 recebeu o Grande Prémio de Crónica , da APE ( Associação Portuguesa de Escritores) devido à sua obra À Flor do Tempo.
Faleceu no Porto a 6 de Janeiro de 2006.
Os espectáculos têm lugar aos sábados às 16h e aos Domingos às 11h no Teatro Municipal do Barreiro. ~
Os bilhetes têm o preço de 7,5 euros para o público em geral e 5 euros para crianças, jovens até aos 30 anos e maiores de 65 anos.
Nota
– Uma curiosidade para os espectadores. Olhem com atenção para o quadro do Conde que surge no cenário.
Fica aqui uma adivinha : É parecido com quem? Aguardamos sugestões…
Deixamos uma pista : para nós é um rosto muito conhecido do teatro barreirense e ligado ao ARTEVIVA. Quem será?
SP
BREVE APONTAMENTO DO FINAL













