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Moldura

No Barreiro – Arte Viva apresenta“A Grande Revista do Século XX” um musical de nível cosmopolita
. Uma “arqueologia” pelas memórias do século XX

. Sábados – 21,30 horas
. Domingos – 16 horas

No Auditório Municipal Augusto Cabrita – vulgo AMAC – poderá assistir, até ao dia 13 de Abril, ao espectáculo: “A Grande Revista do Século XX”, um texto de Fernando Arrabal, com uma brilhante encenação de Rui Quintas, a música admirável de Gustavo Teixeira, e, que conta com o trabalho inesquecível de 24 actores e 3 músicos ao vivo.

Os barreirenses e população da região não devem perder, esta oportunidade, única, de ver um excelente musical, feito por gente do Barreiro, com o querer do Barreiro, um espectáculo de verdadeira dimensão cosmopolita.

5 min de leitura
No Barreiro – Arte Viva apresenta “A Grande Revista do Século XX” um musical de nível cosmopolita . Uma “arqueologia” pelas memórias do século XX

Por Jornal Rostos

A Arte Viva – Companhia de Teatro do Barreiro estreou o espectáculos “A Grande Revista do Século XX”, de Fernando Arrabal, no dia 27 de Março 2008 - Dia Mundial do Teatro – tendo contado com a presença do autor Fernando Arrabal, numa visita exclusiva ao nosso país, para assistir a este espectáculo.
No Final do espectáculo, Fernando Arrabal, comentou que não sabia se estava no Barreiro, ou se tinha acabado de assistir a um espectáculo na Broadway.

Toda a equipa é verdadeiramente exuberante com uma interpretação de qualidade

Inês Felix – “Maria Satanás- é o “pivot” de todo o espectáculo e concretiza o seu papel de forma brilhante, com plena entrega e emoção.
A encenação está uma delícia, com quadros de uma plasticidade e um encanto que deslumbram, com momentos cénicos que ficam gravados na memória. Há espectáculo no Barreiro. Os figurinos e adereços espelham uma encenação espantosa com uma linguagem muito própria. Eu gostei imenso. Diverti-me. Ri. Pensei. Senti o “espectáculo” do mundo e da vida, com emoção, passar pelo palco do AMAC.
Toda a equipa é verdadeiramente exuberante, com uma interpretação de qualidade. Rui Quintas dispõe de um conjunto de actores que lhe permitem dar intencionalidade à sua criação e desenvolver um trabalho com seriedade. São quase duas horas de espectáculo que passam sem nos apercebermos do tempo, dada a vivacidade do espectáculo e o seu ritmo

Uma “arqueologia” pelas memórias do século XX.

Houve momentos, que me imaginei, no regresso ao ano de 1995, quando durante uma visita a Manchester, tive oportunidade de assistir ao musical “Cats”. O nível do espectáculo do ArteViva, está, de facto, nessa dimensão cosmopolita.
Como escrevi, no meu “Blogue de Notas”, este é, na verdade, um excelente espectáculo. Um espectáculo de grande nível. Um espectáculo que merecia a pena ser negociado com uma cadeia de televisão para o filmar e dar a conhecer ao país.
Um espectáculo onde a ficção se “confunde” com a nossa vida real. Um teatro vivo, com arte viva. Um espectáculo que nos permite mergulhar no tempo, uma “arqueologia” pelas memórias do século XX.

É preciso que o Barreiro comece a pensar que faz parte da Grande Lisboa

Rui Quintas, feliz, no final do espectáculo comentava que, de facto, começavam a criar-se as condições para que, no Barreiro, possa vir a existir de forma permanente um Grupo de Teatro profissional. Força. É preciso acreditar, há espaço, matéria humana e criatividade.
Este espectáculo, na realidade, permite pensar nessa dimensão e, sem dúvida, dá energias a quem ama o teatro e vive para o teatro, acalentar esse sonho. O Barreiro merece e o século XXI que está aí a chegar com a nova ponte a partir de 2013, exige que o Barreiro, comece a pensar que faz parte da Grande Lisboa e que é uma cidade com potencialidades e criativa, que deve começar a pensar em grande…
Parabéns ARTE VIVA. Parabéns Rui Quintas.

“A Grande Revista do Século XX” vai estar em cena até ao dia 13 de Abril
Sábados – 21,30 horas. Domingos – 16 horas
No AMAC – Auditório Municipal Augusto Cabrita

A peça conta com a seguinte equipa:

Encenação e Direcção - Rui Quintas;
Direcção Musical - Gustavo Teixeira;
Assistentes de Encenação - Patrícia Mendes e Paula Magalhães;
Tradução – Júlio Martín;
Dramaturgia – Paula Magalhães e Rui Quintas;
Música Original – Gustavo Teixeira;
Coreografia – Andreia Martins;
Cenografia – Sara Franqueira;
Assistente de Cenografia – Raquel Albino;
Figurinos – Ana Pimpista;
Adereços – Maria Cavaco;
Desenho de Luz – Rui Quintas;
Músicos – Miguel Félix e Carlos Quintela;
Design de materiais promocionais – Nuno Fernandes;
Produção Executiva – Rita Conduto;
Construção de Montagem de Cenário – Carlos Sarafim;
Operação de Luzes e Som – Jorge Ferreira e Paulo Ferro;
Fotografia e Vídeo – Cláudio Ferreira

SINOPSE

Num pequeno recanto do mundo, uma família isolada da civilização, mais propriamente, através da criança do grupo “Maria Satanás”, vamos revisitar um dos séculos mais importantes da História da humanidade.
Hiroshima e Einstein, os jogos olímpicos e Landru, Hitler no seu bunker, a virgem de Fátima e os discos voadores, a tragédia do Titanic, Freud e a revolução sexual e os crimes da Lua são os principais ingredientes de um espectáculo musical, que é um puro “pânico”.

A Arte Viva - Companhia de Teatro do Barreiro foi fundada em 1980 e, desde há 10 anos residente no Teatro Municipal do Barreiro, mantém uma actividade regular com cerca de 4 espectáculos por temporada, tendo este ano aumentado a sua produção.

António Sousa Pereira

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