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Moldura

Teatro Municipal de Almada«Os antílopes» de Henning Mankell

A programação de Novembro do Teatro Municipal de Almada inicia-se com a apresentação – até dia 30 – da peça Os antílopes, de Henning Mankell. Depois do êxito obtido com Uma peça de teatro, no Festival de Almada de 2007, Solveig Nordlund dirige a primeira produção portuguesa de um texto do criador sueco que, para além do sucesso alcançado como autor de romances policiais, se apaixonou pela cultura africana, vivendo há anos em Moçambique, onde é director artístico da companhia teatral Mutumbela Gogo.

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Teatro Municipal de Almada «Os antílopes» de Henning Mankell

Por Jornal Rostos

Na Sala Experimental, Isabel Muñoz Cardoso, Rogério Vieira e José Airosa interpretam os co-protagonistas de Os antílopes, três cooperantes suecos que oscilam entre uma hilariante incompreensão da realidade africana e uma assustadora sobranceria neocolonialista.
Paralelamente à carreira desta nova criação da CTA, estará patente, até 4 de Janeiro, na Galeria do TMA uma mostra da pintura da encenadora sueca há muito radicada em Portugal. Os múltiplos talentos artísticos de Solveig Nordlund (n. 1943) poderão ainda ser apreciados através de uma retrospectiva cinematográfica, a ver no Fórum Romeu Correia (nos dias 4, 13, 15 e 19 – sempre às 21.30 – os seus filmes Comédia infantil, Aparelho voador a baixa altitude, Uma história imortal e A filha).

Ainda em Novembro, no dia 26, é Joaquim Benite que estreia O presidente (Der Präsident, de 1975), texto de Thomas Bernhard. O dramaturgo austríaco já proporcionara ao encenador e director da CTA o amplo reconhecimento do público e da crítica, aquando da sua direcção d’O fazedor de teatro, em 2004. No palco da Sala Principal, assistiremos ao regresso deste cínico genial, de novo traduzido José A. Palma Caetano e num cenário de João Luís Carrilho da Graça. As figuras tragicómicas da primeira-dama e do presidente – interpretadas por Teresa Gafeira e Luís Vicente – revelam lentamente as inúmeras máscaras de um poder usurpado e tirânico que mal se sustenta, os vícios privados de um casal que se detesta e a suspeita de ter gerado um filho que os atraiçoou. Na segunda década do século XX – passando curiosamente pelo Estoril, refúgio dourados de exilados vários – entretecem as suas desvairadas e improváveis autojustificações, numa desesperada busca de um regresso à iniquidade de sempre.

Reforçando a sua vocação transdisciplinar, o TMA acolherá ainda, no dia 1, a gala da Quinzena de Dança de Almada, uma organização da Companhia de Dança de Almada. Assistir-se-á às coreografias Noor / ligth, de Anurekha Ghosh (Reino Unido/Índia), e A cast off skin, de Paul Julius (Alemanha).

Quanto à música, indispensável na temporada do TMA, contaremos – no dia 8, às 21.30 – com um recital de três excepcionais músicos portugueses – a violetista Ana Bela Chaves, o clarinetista António Saiote e o pianista António Rosado –, numa formação de câmara onde se cruzam sonoridades invulgares. O programa incluirá o Trio em mi bemol, K. 498 (Kegelstadt), de Mozart, as Pequenas peças, Op.83 (n.os 3, 5 e 8), o Trio, op. 132 (Märchenerzahlugen), de Schumann, e a Aria a tre, do compositor português do século XX Joly Braga Santos.

Informação e reservas: 212739360 e www.ctalmada.pt

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