No Teatro Municipal do BarreiroArteviva estreia, na sexta-feira, “Justamente”, de Alli Smith
A peça foi escrita em 2005 para o Festival NT Connections (projecto do National Theatre of London) e integrou o Festival PANOS (Palcos Novos Palavras Novas), em Portugal, organizado pela Culturgest, em 2006.

Por Jornal Rostos
Este espectáculo desta associação cultural residente no Teatro Municipal conta com o apoio da Câmara Municipal do Barreiro e os bilhetes têm o custo de 7,5 euros e 5 euros para menores de 25 e maiores de 65 e 3 euros para grupos de 10 ou mais pessoas.
A Bilheteira está aberta de quinta-feira a sábado, das 18h00 às 22h00. Telefone: 21 206 0860.
Peça foi escrita em 2005 para o Festival NT Connections e integrou o Festival PANOS (Palcos Novos Palavras Novas)
"A peça foi escrita em 2005 para o Festival NT Connections (projecto do National Theatre of London) e integrou o Festival PANOS (Palcos Novos Palavras Novas), em Portugal,organizado pela Culturgest, em 2006. O espectáculo acompanha um episódio na vida de Vitória, uma jovem que chega a uma paragem de autocarro de uma cidade que não conhece e vê um corpo com um guarda-chuva espetado nas costas. Pouco depois aparece um polícia que se engana nas palavras, uma mulher vendada, como alegoria da justiça, e um coro de munícipes que fala em rima e não pode ouvir palavrões. Vitória vê-se acusada de um crime que não cometeu."
"Uma sátira sobre a justiça e a linguagem"
"Como escreveu Francisco Frazão, programador de teatro da Culturgest, a peça de Ali Smith é uma sátira sobre a justiça e a linguagem. Com humor negro e em clima de teatro do absurdo (onde uma “má peça” é como um “sonho mau”), não é difícil ler referências à xenofobia, à massificação do comércio e à “nova ordem mundial”, onde se pode condenar alguém antes do crime e há uma prisão ao sol muito parecida com Guantánamo. Se um tribunal se parece com um teatro, o julgamento de Vitória é aqui uma farsa. É isso mesmo que nos diz o título da peça: Just, no original, é uma palavra que em inglês quer dizer tantas coisas que acaba por perder o sentido; na tradução portuguesa ficou um advérbio que, como de costume, “mente”.»













