Conferência “João Vaz e Setúbal”Nas comemorações dos 150 anos do nascimento do pintor
O percurso artístico de João Vaz, tendo como pano de fundo a cidade de Setúbal, foi abordado pelo conservador do Museu de Setúbal no encontro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, no qual esteve presente o bisneto do pintor.

Por Jornal Rostos
Baptista Pereira disse que o pintor, apesar de residir em Lisboa, pintou “incansavelmente” as marinhas do Sado, Tróia, o mar e a Arrábida.
O conferencista considera João Vaz mais do que um naturalista, até mesmo um pintor do impressionismo, mas, indicou, ao contrário dos impressionistas franceses, o setubalense mantém a temática naturalista das paisagens.
A decantação formal que as obras apresentam no final da carreira, o contraste cromático característico do fauvismo, e ainda a figura em situação de trabalho integrada no meio, próprios do realismo, demonstram que João Vaz, segundo Baptista Pereira, foi um pintor que se adaptou às tendências e soube interiorizar as influências da pintura da sua época.
A presidente da Câmara Municipal de Setúbal, que abriu a sessão, salientou a importância do pintor setubalense e a relação de proximidade que manteve com a terra natal.
Maria das Dores Meira lembrou que a implantação do ensino comercial elementar em Setúbal se deveu ao artista plástico, durante a passagem como director pela actual Escola Secundária Sebastião da Gama.
A autarca anunciou que o Pano de Boca do antigo Teatro Rainha D. Amélia, que João Vaz pintou juntamente com João Eloy do Amaral, será apresentado durante uma exposição de trabalhos do pintor, a inaugurar até final do ano.
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