Festival de AlmadaRobert Cantarella e Thérèse Crémieux apresentam Zerlina
O espectáculo estreia na Sala Experimental, sexta-feira, dia 10 de Julho, às 19.00. No Festival de 2008, Cantarella apresentou Hippolytte, de Robert Garnier, que teve um entusiástico acolhimento por parte do público e da crítica.
Por Jornal Rostos
Segundo o encenador, no trabalho deste ano houve a intenção de, juntamente com Thérèse Crémieux, «realizar uma série de etapas – como se diz em linguagem desportiva – com este texto», já que nenhum dos dois viu qualquer versão anterior «designadamente a de Jeanne Moreau, dirigida por Grüber», ou tão pouco a portuguesa, com Eunice Muñoz.
Para Cantarella, no trabalho em curso podem, em cada etapa, partilhar com o público uma versão da abordagem ao texto. Depois de uma primeira leitura em Fevereiro deste ano – no Instituto Franco-Português, em Lisboa –, encenador e actriz desejam «entrar agora no teatro e na sua gramática, para gizar soluções mais espectaculares que vão pôr em acção o corpo e o som, muito para além de uma simples leitura do texto».
O romancista, dramaturgo e ensaísta Hermann Broch é autor de diversas obras em que analisa as sociedades do seu país e da Alemanha face à passividade demonstrada perante a escalada do nazismo.
Robert Cantarella estudou Matemática, frequentou Belas-Artes e concluiu a Escola do Théatre National de Chaillot. Para além da sua actividade em França, tem criado espectáculos na Polónia, Filipinas, Marrocos, Alemanha e Estados Unidos, entre outros em países. Em 2004 escreve o romance Le chalet e no ano seguinte realiza o filme-documentário Carrosserie. Foi director do Théâtre de Dijon / Centre Dramatique National, de 2000 a 2008. É actualmente o director do pólo cultural Centquatre, em Paris.
Thérèse Crémieux iniciou estudos de arte dramática em Paris, seguindo depois para Nova Iorque. Entre estes dois países tem representado textos de Tennessee Williams, Eurípides, Elisabeth Janvier, Luc Cendrier, Henry James e Jean-Paul Sartre. Diversos realizadores, como Robert Altman, Claude Lelouch e Olivier Schatzky, têm contado com a sua colaboração no cinema.













