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“IX Festa do Teatro” 2009 - SetúbalUm momento cultural de relevo na cidade de Setúbal

Do teatro à música, passando pelas curtas metragens, oficina de teatro, debates, espaço do conto, aos espectáculos de sala e de rua, formas artísticas emergentes e de natureza pluridisciplinar, a XI Festa do Teatro continua a ser um interlocutor entre os artistas e a comunidade, potenciando hábitos de fruição cultural, continuando a apostar na formação de públicos e no desenvolvimento da sua capacidade crítica, assim como, na divulgação de novas práticas.

Este ano inclui no Festival, uma Oficina de Teatro “Educação para a Cidadania e Inclusão”, oficina esta que está a ser desenvolvida por formadores do Teatro Estúdio Fontenova em parceria com o Teatro Vivo (S. Roque do Pico – Açores), promovida em regime de Residência Artística com jovens de Setúbal e da Ilha do Pico, apoiada pela Câmara Municipal de S. Roque do Pico e pelo Centro Regional de Solidariedade e Segurança Social de Setúbal.

Também este ano se inicia um novo espaço, Espaço do Conto, “Narrador, narra-me uma narrativa… “

4 min de leitura
“IX Festa do Teatro” 2009 - Setúbal Um momento cultural de relevo na cidade de Setúbal

Por Jornal Rostos

O Festival de Teatro “Festa do Teatro” continua a ser um momento cultural de relevo na cidade de Setúbal que se vai afirmando sempre e cada vez mais como um acontecimento que proporciona, ao público autóctone e aos visitantes, momentos de verdadeiro divertimento, de enriquecimento e de crescimento intelectual, no qual o teatro assume o papel de dinamizador de redes de difusão, permitindo a interligação de experiências e a movimentação de espectáculos de carácter profissional.
A cultura é fundamental para a criação de identidade e para o desenvolvimento económico e social da sociedade, sendo, pois, uma aposta valiosa, na qual se insere a Festa do Teatro pelo seu contributo na formação de novos públicos e na consolidação dos já existentes. Além disso disso, a cidadania também se constrói através da Arte e, neste caso, do Teatro.
Um dos objectivos deste Festival é também manter uma programação eclética e diversificada, privilegiando o nacional sem descurar a participação estrangeira.

Resumo da programação
22 de Agosto a 5 de Setembro 2009

AGOSTO

22 - 19h> Salão Nobre> Sessão de Abertura – Teatro Estúdio Fontenova
22 - 22h> Claustros do Convento de Jesus> Uma Rampa para ti – Fiar – Centro de Artes de Rua de Palmela
23 - 22h> Auditório José Afonso> Humanum Fatum – PIA – Projectos de Intervenção Artística.
24 - 22h> Escola Sebastião da Gama> Oro8oro – Teatro Estúdio Fontenova
26 - 22h> Escola Sebastião da Gama> Le tour du monde en 80 voix – Khalid K, França
27 - 22h> Clube Setubalense> Mostra de Curtas-metragens – Experimentáculo.
28 - 22h> Escola Sebastião da Gama> Cafundó - Onde o Vento Faz a Curva – CIA D’Artes do Brasil
28 -22h > Cine Teatro - S. João /Palmela > Le tour du monde en 80 voix – Khalid K, França
29 -19h |21h | 22h30> Praça do Bocage> Luto Clandestino – Teatro O bando
30 - 22h> Clube Setubalense> Narrador, narra-me uma narrativa… – Teatro Estúdio Fontenova
31 - 22h> Academia Problemática e Obscura (R. Deputado Henrique Cardoso) – Conversas de Teatro – O Teatro como Poder – Fernando Dacosta, Eugénia Vasque e Rui Pina Coelho

SETEMBRO

02 - 22h> Parque do Bonfim> As Justiceiras – Teatro ao Largo
03 - 22h> Escola Sebastião da Gama> Canção do Vale – Teatro dos Aloés
04 - 22h> Escola Sebastião da Gama> Apresentação do Trabalho final da Oficina de teatro/ Educação para a Cidadania e Inclusão.
05 - 22h> Escola Sebastião da Gama> Apresentação do Trabalho final da Oficina de Teatro/ Educação para a Cidadania e Inclusão.
05 - 23h> Claustros do Convento de Jesus> Concerto com Baile Mandado – BAILEBÚRDIA

Dia 22 de Agosto | 19h

Sessão de Abertura

Declaração de Abertura da XI Festa do Teatro pelo seu Director Artístico José Maria Dias
Moscatel acompanhado de Tiro ao Alvo> Teatro Estúdio Fontenova
Salão Nobre dos Paços do Concelho
Praça do Bocage/Setúbal
Entrada livre

(…) Vendo o mundo além das aparências, vemos opressores e oprimidos em todas as sociedades, etnias, géneros, classes e castas, vemos o mundo injusto e cruel. Temos a obrigação de inventar outro mundo porque sabemos que outro mundo é possível. Mas cabe a nós construí-lo com nossas mãos entrando em cena, no palco e na vida.
Teatro não pode ser apenas um evento – é forma de vida!
Actores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma! (…)

Augusto Boal

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