No centro do Barreiro – Praça da PazVai receber obra escultórica de Mestre Malangatana
. Obra de referência nacional e internacional
A obra de Mestre Malangatana é um baixo relevo, em mármore, com cerca de 100 m2.

Por Jornal Rostos
Visitámos o espaço, junto à Escola Alfredo da Silva, nos antigos Matadouros, onde o Mestre Malangatana, tem trabalhado na sua obra escultórica que vai ser colocada na Praça da Paz.
Será um painel esculpido em baixo relevo com cerca de 100 metros quadrados, uma obra que vai marcar o centro da cidade do Barreiro e será uma referência nacional e internacional de escultura urbana.
Registámos um pormenor do painel escultórico de Mestre Malangatana.
Pintura ao vivo nas Festas do Barreiro
Entretanto, no decorrer das Festas do Barreiro, o Mestre Malangatana está a pintar, ao vivo, um painel que irá oferecer à cidade do Barreiro.
Registámos o momento de arranque da pintura, ali perto do Palco das Marés, no coração das Festas do Barreiro 2009.
BIOGRAFIA DE MALANGATANA
Malangatana(Valente Ngwenya) nasceu em Matalana, Província de Maputo, a 6 de Junho de 1936. Frequentou a Escola Primária em Matalana e posteriormente, em Maputo, os primeiros anos da Escola Comercial.
Foi pastor de gado, aprendiz de nyamussoro ( médico tradicional), criado de meninos, apanhador de bolas e criado no clube da elite colonial de Lourenço Marques.
Tornou-se artista profissional em 1960, graças ao apoio do arquitecto português Miranda Guedes ( Pancho) que lhe cedeu a garagem para atelier.
Acusado de ligações à FRELIMO, foi preso pela polícia colonial quando duma leva de prisões que levou à cadeia, entre outros, os poetas José Craveirinha e Rui Nogar.
Contrariamente aos seus companheiros, não se provou tal envolvimento pelo que acabou absolvido, após quase 2 anos de prisão.
No entanto, a pressão sobre ele exercia-se continuamente pois os seus quadros, embora não exactamente retratando a realidade, davam-na a entender muito bem. Vejam-se as obras desses anos e toda a simbologia que deles se desprende de denúncia da opressão/Após a Independência teve vários envolvimentos na área política, tendo sido deputado pelo Partido Frelimo de 1990 até 1994 e hoje é um
dos membros da Frelimo na Assembleia Municipal de Maputo.
Foi um dos criadores do Movimento para a Paz e pertence à Direcção da Liga de Escuteiros de Moçambique.
Foi um dos criadores de Museu Nacional de Arte e procurou manter e dinamizar o Núcleo de Arte ( associação que agrupa os artistas plásticos).
Muito ligado à criança, tem colaborado intensamente com a UNICEF e durante alguns anos fez funcionar a escolinha dominical "Vamos Brincar", uma escolinha de bairro.
Impulsionador, no passado, de um projecto cultural para a sua terra natal-Matalana, Marracuene-, retoma-o, logo que a guerra termina, criando-se assim a Associação do Centro Cultural de Matalana, de cujo grupo fundador Malangatana faz parte, sendo actualmente presidente da Direcção.
Esta Associação pretende criar um projecto de desenvolvimento integrado das populações em torno do desenvolvimento profissional, de produção de auto-emprego, juntamente com o trabalho artístico, etno- antropológico e ecologico.
Desde 1959 que participa em exposições colectivas em várias partes do mundo para além de Moçambique nomeadamente África do Sul, Angola, Brasil, Bulgária, Checoslováquia, Cuba, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Grã-Bretanha, Holanda, índia, Islândia, Nigéria, Noruega, Paquistão, Portugal, RDA, Rodésia, Suécia, URSS e Zimbabwe.
A partir de 1961 realizou inúmeras exposições individuais em Moçambique e ainda na Alemanha, Áustria, Bulgária, Chile, Cuba, Estados Unidos, Espanha, Índia, Macau, Portugal e Turquia.
Tem murais pintados ou gravados em cimento em vários pontos de Maputo e na cidade da Beira; na África do Sul; no Chile; na Colômbia; nos Estados Unidos da América; na Grã-Bretanha; na Suazilândia; e na Suécia. A sua obra, para além dos murais e das duas esculturas em ferro instaladas ao ar livre é composta por Pintura, Desenho, Aguarela, Gravura, Cerâmnica, Tapeçaria, Escultura e encontra-se ( exceptuando a vastíssima colecção do próprio artista) em vários museus e galerias públicas, bem como em colecções privadas, espalhadas por inúmeras partes do Mundo.
Malangatana foi membro do Júri do Primeiro Prémio Unesco para a Promoção das artes: é membro permanente do Jurí " Heritage", do Zimbabwe; foi membro do Jurí da II Bienal de Havana; da Exposição Internacional de Arte Infantil de Moscovo; de vários eventos plásticos em Moçambique e Vice-Comissário Nacional par a área da Cultura de Moçambique para a Expo 98.
Fonte – www.geocities.com













