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Na Casa da Baía - Setúbal"Pintura e Quotidiano. O Morgado de Setúbal, um Pintor do Tempo de Bocage”

Setúbal acolhe, mais de 50 anos depois, uma exposição de um dos pintores preferidos da aristocracia portuguesa dos séculos XVIII e XIX.

A mostra “Pintura e Quotidiano. O Morgado de Setúbal, um Pintor do Tempo de Bocage”, composta por 24 quadros, foi inaugurada no sábado na Casa da Baía, com a presença de vários artistas plásticos, entre outras individualidades, nomeadamente a presidente da Câmara Municipal, Maria das Dores Meira, que deu as boas-vindas aos convidados.

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Na Casa da Baía - Setúbal "Pintura e Quotidiano. O Morgado de Setúbal, um Pintor do Tempo de Bocage”

Por Jornal Rostos

Na inauguração da exposição organizada pela Autarquia pelos 200 anos da morte de Morgado de Setúbal, o conservador do Museu de Setúbal, Baptista Pereira, destacou o interesse do artista pelos temas simples da vida, como os alimentos expostos em cima de uma mesa, os artigos de cozinha, os animais e as cenas da vida quotidiana, como pessoas a trabalhar ou em momentos de lazer.

Baptista Pereira frisou que a “grande simplicidade” foi o que tornou o pintor famoso, “sendo as obras disputadas pelas grandes famílias aristocráticas da sua época, o que ainda hoje acontece”. Muitas destas famílias eram próximas do Marquês de Pombal, o que representava, igualmente, a modernização do País.

Além da inovação enquanto artista plástico, o Morgado de Setúbal, com o nome de baptismo António Benedito Soares de Faria e Barros, foi, igualmente, “um arauto do romantismo e da pintura que viria a triunfar cerca de meio século depois da sua morte”. Foi um artista reconhecido, “tal como aconteceu com outros grandes pintores internacionais, por romper com a tradição”, pois estava instituído que os pintores retratassem apenas cenas históricas, mitológicas ou religiosas.

As obras que compõem a exposição “Pintura e Quotidiano. O Morgado de Setúbal, um Pintor do Tempo de Bocage” são provenientes do Museu de Évora, do Museu de Arte Antiga, do Museu dos Açores e de colecções particulares.

Esta exposição do pintor, falecido em 1809, é a segunda na cidade depois de outra feita em 1954 no Museu de Setúbal, que não detém qualquer obra do artista. A mostra pode ser vista na Casa da Baía, na Avenida Luísa Todi, até 28 de Novembro, de segunda-feira a sábado, das 09h30 às 18h00.

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