No Auditório Municipal Augusto Cabrita - BarreiroVencedor nacional do Concurso de Banda Desenhada “União Europeia e Cidadania” expõe no Barreiro
“Em Branco” resulta de um projecto universitário que visava o estudo de uma zona específica do País. Ricardo Reis, “barreirense ferrenho”, conforme se identificou, propôs a zona industrial do Concelho. Pela primeira vez num registo menos convencional e com a textura que caracteriza o actual trabalho, Ricardo Reis confessa ter resultado “interessante” o “compromisso entre o argumento e a banda desenhada”.

Por Jornal Rostos
Na sua estreia na terra natal, o barreirense Ricardo Reis, vencedor nacional do Concurso de Banda Desenhada “União Europeia e Cidadania”, promovido pela Comissão Europeia, apresenta “Em Branco”, exposição com trabalhos de BD em parceria com o argumentista lisboeta André Oliveira, que, recentemente, venceu o prémio Jovens Criadores 2008 na categoria de BD.
A mostra “Em Branco” inaugurou na tarde de domingo, 20 de Setembro, na Galeria Amarela (Piso 1) do Auditório Municipal Augusto Cabrita (AMAC), ali permanecendo patente ao público até 1 de Novembro, de terça a sexta-feira, das 9h00 às 13h00, das 14h00 às 19h00 e das 20h00 às 22h00. Aos sábados, domingos e feriados, das 14h00 às 19h00 e das 20h00 às 22h00.
Na inauguração da exposição, que contou com a presença de cerca de meia centena de pessoas, estiveram o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro (CMB), Carlos Humberto de Carvalho, a Vereadora responsável pelos departamentos de Obras Municipais, Ambiente e Serviços Urbanos, e Águas e Saneamento, Sofia Martins, e os autores.
História sobre as contradições “do mundo em que vivemos”
Em exibição encontram-se uma vintena de pranchas, igual número de esboços e 16 fotografias, retratos que resultam de um levantamento do(s) local(locais) que inspiraram a história dos autores: a característica zona industrial do Barreiro.
Conforme esclarece o Presidente da CMB, a exposição relata uma história sobre a humanidade, aborda as contradições da sociedade, “do mundo em que vivemos”.
Num a “palavra de incentivo aos jovens”, Carlos Humberto de Carvalho reconheceu a necessidade do estímulo por parte dos poderes públicos, manifestando a receptividade da Autarquia: “A Câmara Municipal mostra-se disponível para apoiar jovens artistas”.
“Compromisso entre o argumento e a banda desenhada”
“Em Branco” resulta de um projecto universitário que visava o estudo de uma zona específica do País. Ricardo Reis, “barreirense ferrenho”, conforme se identificou, propôs a zona industrial do Concelho. Pela primeira vez num registo menos convencional e com a textura que caracteriza o actual trabalho, Ricardo Reis confessa ter resultado “interessante” o “compromisso entre o argumento e a banda desenhada”.
“Apocalipse”, “cataclismo”
O argumento “reflecte, um bocado, os receios da sociedade actual”, explicou André Oliveira. Trata-se de uma história que podia ser real, mas, também, virtual. Remete pata o “apocalipse”, um “cataclismo”.
“Interessante”, realçou o argumentista, é “cada um ficar com a sua interpretação da narrativa”.
Sinopse
«2012 foi o ano do Apocalipse nuclear. Consciente do perigo iminente de extinção da raça humana, uma coligação de várias nações não envolvidas na Terceira Guerra Mundial procedeu à projectação e construção de uma série de ramificações no subsolo terrestre, denominada por Ninho. Após o derradeiro colapso ambiental na superfície, apenas uma ínfima parte da Humanidade conseguiu escapar, habitando e desenvolvendo as instalações subterrâneas e conseguindo assim relançar a civilização humana, embora de uma forma tecnologicamente instável, ditatorial e decadente. Várias décadas se passaram segundo este sistema e nunca mais nenhum homem ou mulher voltou a surgir no exterior. No entanto, uma série de sinais detectados por radar no ponto geográfico de coordenadas 38° 40’ N 09° 06’ O suscitou uma reacção por parte do exército. Foi assim elaborada a missão com destino à área X, o epicentro de toda a incógnita, e o Homem voltou enfim a pisar a superfície do solo terrestre.»
Contactos: AMAC, Avenida Escola de Fuzileiros Navais, Parque da Cidade, 2830 – 150 Barreiro. Telefones: 21 214 7400 (geral) e 21 214 7410 (Bilheteira). Fax Geral: 21 214 7401. E-mail: cultura@cm-barreiro.pt e bilheteira@cm-barreiro.pt.













