Teatro Municipal de AlmadaLa Traviata, de Verdi: primeira grande produção de ópera no TMA
Por Jornal Rostos
O espectáculo dará apenas uma récita, no dia 3 de Outubro, Sábado, às 21h30, e o preço dos bilhetes varia entre os 10€ e os 20€. O mês de Outubro no TMA é ainda marcado pela apresentação de dois espectáculos de teatro, uma nova coreografia de Olga Roriz e um espectáculo de música cigana pelo grupo madrileno Cachapines.
Athol Fugard e Plínio Marcos
Entre os dias 2 e 11 de Outubro o Teatro dos Aloés repõe na Sala Experimental do TMA o espectáculo que estreou com grande êxito, em Novembro de 2008, no Teatro Nacional D. Maria II: A canção do vale, do sul-africano Athol Fugard, com encenação de Jorge Silva e interpretação de José Peixoto e Carla Galvão. A canção do vale aborda a relação entre um avô e uma neta, numa aldeia da África do Sul, no período após a abolição do apartheid: a neta quer fugir para Joanesburgo, para tornar-se numa cantora da televisão, o avô quer que ela fique junto dele e se sujeite ao futuro que a aldeia tiver para lhe oferecer. João Carneiro, crítico do Expresso, viu neste texto “um pequeno prodígio de pertinência, de inteligência, de sensibilidade e de elegância. (…) José Peixoto é convincente e Carla Galvão extraordinária”. Rui Pina Coelho, do Público, realçou igualmente a “interpretação magistral dos dois belos actores”. O espectáculo apresenta-se de Quinta a Sábado às 21h30 e Domingos às 16h00. Bilhetes entre os 5€ e os 12€.
A dança final, de Plínio Marcos, está em cena na Sala Experimental entre 23 e 25 de Outubro (Sexta e Sábado às 21h30 e Domingo às 16h00). Fruto de uma co-produção luso-brasileira do 1º Festival de teatro lusófono de Teresina (Brasil), o espectáculo, com encenação de Rogério de Carvalho e interpretação de Carmem Carvalho e Paulo Duarte, estreou-se em Portugal no Teatro Pax Julia, de Beja, em Março passado. Escrita em 1993, A dança final é a última peça que Plínio Marcos escreveu, constituindo um retrato cruel de uma sociedade materialista e competitiva, e centrando-se na crise que ataca um casal que já está junto há mais de vinte anos: Lisa e Menezes. As relações de poder no interior do casamento e a dificuldade em lidar com o envelhecimento são, neste texto, escamoteadas magistralmente. Bilhetes entre os 5€ e os 12€.
Nova criação de Olga Roriz
Depois do êxito alcançado com Paraíso (2007) e Inferno (2008), a Companhia Olga Roriz regressa à Sala Principal do TMA com a sua mais recente criação: Nortada, que se estreou em Junho deste ano em Viana do Castelo e que após a apresentação no TMA continua a sua carreira no Teatro Camões. Segundo a própria Olga Roriz: “Nortada é um espectáculo sobre as memórias dessa minha terra onde nunca vivi mas de que guardo os mais fortes momentos de infância e adolescência. Tudo nessa terra me é familiar, apesar de tanta ser a distância e maior ainda a ausência. Foi exactamente nesse lugar de confronto entre a incontornável distância e a profunda proximidade afectiva que nasceu, se desenvolveu e construiu esta peça. Nortada situa-se num lugar invadido de nostalgia, de saudade, de intimidade”. O espectáculo sobe à cena na Sexta-feira, dia 16, e o preço dos bilhetes varia entre os 7€ e os 12€.
Concerto de música cigana
O cruzamento dos universos de poetas como Félix Grande, Federico Garcia Lorca, e até mesmo Homero, com a sonoridade da música cigana é o que nos propõe o grupo madrileno Cachapines, liderado por Juan de Pura, no Sábado, 10 de Outubro, pelas 21h30. Este grupo madrileno, constituído por vozes, bateria, piano e contrabaixo, vem desde há vários anos apresentando-se em vários pontos do Mundo, procurando sintetizar a essência cigana através de várias influências musicais. Segundo o seu vocalista, Juan de Pura, “em Almada procuraremos unir os íntimos desassossegos da alma ao esplendor da palavra dos desconsolados poetas que cantamos”. Bilhetes entre os 6€ e os 12€.













