No Pinhal Novo – Palmela com encenação de Célia Figueira do Barreiro«Se perguntarem por mim, não estou», de Mário de Carvalho
“Se perguntarem por mim, não estou”, é da autoria de Mário de Carvalho, com encenação de Célia Figueira.
A estreia será no Auditório da Biblioteca Municipal do Pinhal Novo, hoje, dia 29 de Outubro, pelas 21,30 horas, no âmbito da recepção aos Professores do Concelho de Palmela.
ENSAIO - grupo muito amador de teatro é composto por professores e alunos do Pinhal Novo. Neste momento, com este espectáculo, estreia a sua 6ª produção.

Por Jornal Rostos
Após um curso de teatro ministrado pelos Professores Onivaldo Dutra e Marco Mascarenhas no Centro de Formação do Concelho de Palmela, surge o grupo de professores cheios de entusiasmo e prontos a fazer teatro contra todos os obstáculos mesmo os ora colocados por exigências extremas do Ministério de Educação, que, desde logo, se denominou "ENSAIO - grupo muito amador de teatro" De Aristófanes, Sófocle, passando pela década de 30 e de 50, até ao actual Mário de Carvalho, estes actores muito "amadores" de teatro têm contemplado o público com alguns prazeres muitos deles bem graciosos senão hilariantes.
Esta peça trás os "Medos" muitos deles ocultos, outros inexplicáveis, todos resultantes do cada vez maior isolamento quiçá solidão. "Se perguntarem por mim, não estou" em qualquer circunstância...
O espectáculo vai continuar em cena, no Auditório da Biblioteca Municipal do Pinhal Novo, nos dias 30 e 31 de Outubro, pelas 21,30 horas.
O espectáculo tem aproximadamente a duração de uma hora e trinta minutos.
O espectáculo poderá, ainda, estar em cena no Auditório dos Bombeiros Voluntários do Pinhal Novo, no Poceirão, na Moita e em Lisboa.
O ingresso são 3€.
As reservas podem ser feitas através dos telefones: 966564933; 212897280;
918837551.
Sinopse
“…os morcegos têm má visão e andam sempre a entrar onde não devem! Uma noite, um morcego entrou na cova de uma doninha que era uma grande comedora de ratos. E vai a doninha e diz-lhe: «Que bom, olha um rato, vou comê-lo.» E o morcego respondeu: «Não vês que tenho asas? Onde é que tu viste um rato com asas? Eu não sou um rato, sou um pássaro!» E a doninha, que não gostava de pássaros, deixou-o ir embora. Mas o morcego, atarantado, foi ter a um buraco de árvore em que havia um gavião. O gavião adorava pássaros, e diz: «Olha que boa coisa, um passarinho que vem mesmo a calhar!» Mas o morcego respondeu-lhe: «Essa é boa! Passarinho, eu? Repara neste pêlo, tão liso e tão macio! Onde é que tu vês as penas?» O gavião disse: «É verdade que não, não tem penas…não é um pássaro.» «É evidente que não, respondeu o morcego, eu sou um rato.» «Bah, detesto ratos», respondeu o gavião. E deixou o morcego ir-se embora. Eu sou assim: numas circunstâncias sou uma coisa; noutras, sou outra… Assim tenho evitado chatices. Enfim…algumas…”
Mas…Não…Enfim…
Os ruídos que nos entorpecem, os pequenos ruídos, insidiosos, profundos e sinistros que inconscientemente nos embalam; as grandes e minúsculas vontades, censuradas, que se vão adiando; as presentes horas massacradas por negações contínuas e os futuros incertos relativos e sempre hipotéticos que nos agonizam; os medos que se avolumam e distorcem os sons da essência, carregam rugidos crescentes, indefinidos e desumanos que secam as nossas emoções límpidas.
Mas…Não…Digamo-lo…Sempre













