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BARREIRO - 10 ª Mostra de Teatro do Lavradio«Se perguntarem por mim, não estou», de Mário de Carvalho

A Peça apresentada por “Ensaio, grupo muito amador de teatro”, intitulada “Se perguntarem por mim, não estou”, é da autoria de Mário de Carvalho, com encenação de Célia Figueira, actriz do Barreiro, vai estar em cena, hoje, dia 28 de Novembro, pelas 21,30 horas, na SFAL - Sociedade Filarmónica Agrícola Lavradienes, no âmbito da 10ª Mostra de Teatro do Lavradio.

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BARREIRO - 10 ª Mostra de Teatro do Lavradio «Se perguntarem por mim, não estou», de Mário de Carvalho

Por Jornal Rostos

ENSAIO - grupo muito amador de teatro é composto por professores e alunos do Pinhal Novo. Neste momento, com este espectáculo, estreia a sua 6ª produção.

Após um curso de teatro ministrado pelos Professores Onivaldo Dutra e Marco Mascarenhas no Centro de Formação do Concelho de Palmela, surge o grupo de professores cheios de entusiasmo e prontos a fazer teatro contra todos os obstáculos mesmo os ora colocados por exigências extremas do Ministério de Educação, que, desde logo, se denominou "ENSAIO - grupo muito amador de teatro" De Aristófanes, Sófocle, passando pela década de 30 e de 50, até ao actual Mário de Carvalho, estes actores muito "amadores" de teatro têm contemplado o público com alguns prazeres muitos deles bem graciosos senão hilariantes.
Esta peça trás os "Medos" muitos deles ocultos, outros inexplicáveis, todos resultantes do cada vez maior isolamento quiçá solidão. "Se perguntarem por mim, não estou" em qualquer circunstância...

Sinopse

“…os morcegos têm má visão e andam sempre a entrar onde não devem! Uma noite, um morcego entrou na cova de uma doninha que era uma grande comedora de ratos. E vai a doninha e diz-lhe: «Que bom, olha um rato, vou comê-lo.» E o morcego respondeu: «Não vês que tenho asas? Onde é que tu viste um rato com asas? Eu não sou um rato, sou um pássaro!» E a doninha, que não gostava de pássaros, deixou-o ir embora. Mas o morcego, atarantado, foi ter a um buraco de árvore em que havia um gavião. O gavião adorava pássaros, e diz: «Olha que boa coisa, um passarinho que vem mesmo a calhar!» Mas o morcego respondeu-lhe: «Essa é boa! Passarinho, eu? Repara neste pêlo, tão liso e tão macio! Onde é que tu vês as penas?» O gavião disse: «É verdade que não, não tem penas…não é um pássaro.» «É evidente que não, respondeu o morcego, eu sou um rato.» «Bah, detesto ratos», respondeu o gavião. E deixou o morcego ir-se embora. Eu sou assim: numas circunstâncias sou uma coisa; noutras, sou outra… Assim tenho evitado chatices. Enfim…algumas…”
Mas…Não…Enfim…

Os ruídos que nos entorpecem, os pequenos ruídos, insidiosos, profundos e sinistros que inconscientemente nos embalam; as grandes e minúsculas vontades, censuradas, que se vão adiando; as presentes horas massacradas por negações contínuas e os futuros incertos relativos e sempre hipotéticos que nos agonizam; os medos que se avolumam e distorcem os sons da essência, carregam rugidos crescentes, indefinidos e desumanos que secam as nossas emoções límpidas.
Mas…Não…Digamo-lo…Sempre

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