No Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de SetúbalExposição «FIGURAS POPULARES E OCUPAÇÕES TRADICIONAIS DE SETÚBAL»
. DESENHOS DE NUNO DAVID
Conjunto de 12 desenhos aguarelados produzidos pelo pintor Nuno David para ilustração do calendário da gráfica Corlito de 2009, que agora se expõem pela primeira vez ao público.

Por Jornal Rostos
“FIGURAS POPULARES E OCUPAÇÕES TRADICIONAIS DE SETÚBAL DESENHOS DE NUNO DAVID”
“Momento musical de fado vadio por Albano Almeida e Rui do Cabo”
FIGURAS POPULARES E OCUPAÇÕES TRADICIONAIS DE SETÚBAL DESENHOS DE NUNO DAVID
Conjunto de 12 desenhos aguarelados produzidos pelo pintor Nuno David para ilustração do calendário da gráfica Corlito de 2009, que agora se expõem pela primeira vez ao público. A presente mostra, para lá do valor intrínseco das obras expostas, permite chamar a atenção para uma significativa parcela do património imaterial da cidade, associada a figuras populares que povoam ainda hoje o nosso imaginário colectivo. Sobre esta temática escreveu o jornalista Ricardo Correia diversas crónicas, reunidas em livro em 1987 (Figuras Populares de Setúbal, ed. de autor, produzida pela Setulgráfica), que constituíram a principal fonte bibliográfica utilizada.
Os desenhos expostos retratam profissões urbanas hoje desaparecidas como o leiteiro, o vendedor de carqueja, o amola-tesouras; profissões características da economia marítima tradicional de Setúbal, em declínio ou mesmo em extinção, como, marnoteiros, pescadores, descarregadores de peixe e figuras populares, que conseguiram afirmar através da sua própria história de vida, muitas vezes dura e marginalizada, o direito à diferença, colorindo a cidade com tons de inconformismo, de mistério, mas também da solidariedade cidadã a que nos convoca o simples pronunciar das suas alcunhas: Almeida Bruxo ou Engenheiro da Sapec. Como escreve João Carlos Casimiro no prefácio ao livro de Ricardo Correia citado: “Como eu, também você vai encontrar muitas figuras conhecidas e […] sentirá decerto um “borbulhar” engraçado dentro da sua memória e, em cada bolha, uma recordação e em cada recordação um pouco de si”.
Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal
AV. Luisa Todi, nº162, Setúbal













