Associação Portuguesa de Críticos de TeatroPrémio da Crítica ano de 2009 atribuido a Jorge Silva Melo
O júri foi constituído por Alexandra Moreira da Silva, Constança Carvalho Homem, João Carneiro, Rita Martins e Rui Pina Coelho.

Por Jornal Rostos
O mesmo júri decidiu ainda atribuir duas Menções Especiais, respectivamente, ao figurinista Bernardo Monteiro, e ao colectivo Casa Conveniente, na pessoa de Mónica Calle.
A cerimónia da entrega destes prémios realiza-se no próximo dia 15 de Março (segunda-feira), no Jardim de Inverno do São Luiz Teatro Municipal (Lisboa), às 18h00m, sendo livre a entrada.
Jorge Silva Melo
Em 2009, Jorge Silva Melo encenou dois grandes textos de teatro – Esta noite improvisa-se e Seis personagens à procura de autor. Pirandello, o autor das peças, passou a sua vida a reflectir nas relações entre o teatro e a vida, a toda a sua criação é o resultado, brilhante e genial, dessa reflexão. Jorge Silva Melo reflecte, a seu modo, essa mesma atitude, a de um criador cuja obra é o resultado da necessidade de transformar em produto artístico aquilo que constitui a sua vida, que é o mesmo que dizer, a sua vida enquanto pessoa que se relaciona com outras pessoas. O seu projecto em torno de Pirandello vale, assim como exemplo de um trabalho pontual e de um trabalho de uma vida.
MENÇÕES ESPECIAIS atribuídas a:
Bernardo Monteiro
Bernardo Monteiro, cujo percurso discreto se tem vindo a afirmar de forma segura no panorama do teatro português, muito particularmente desde a criação dos figurinos de «UBUs», na encenação de Ricardo Pais (Teatro Carlos Alberto, 2005), onde facilmente se reconhece uma verdadeira "cenografia à escala humana” (Pavis, 1996), assina, em 2009, dois trabalhos bastante distintos no Teatro Nacional São João: «Tambores na noite», de Bertolt Brecht, e «Breve sumário da história de Deus», de Gil Vicente, ambos encenados por Nuno Carinhas, que constituem um excelente exemplo de rigor dramatúrgico e de criatividade na escolha e na conjugação de formas, de cores e de materiais, tornando a valência de Figurinos indispensável para a leitura do gestus global do espectáculo.
Casa Conveniente
À Casa Conveniente, pela persistência com que abraça um teatro que alia músculo verbal e exigência interpretativa raros a um impreterível, generoso desígnio de repensar formas e práticas, num ano particularmente feliz, quer em termos de produção própria, quer enquanto estrutura de acolhimento.













