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TEB - Teatro de Ensaio do Barreiro«Uma Freira dos Diabos» - um mergulho entre o «policial» e a «ironia»

O TEB - Teatro de Ensaio do Barreiro estreou, no dia dia 27 de Março - Dia Internacional do Teatro - a peça intitulada “Uma Freira dos Diabos” (Pêssegos em Calda), de Miguel Mihura.

Um espectáculo que diverte. Um espectáculo que vale a pena ver, que dá a dimensão de um grupo vivo, que gosta de teatro e, mesmo sem excessivas ambições, nem recursos, criou, mais uma vez, um espectáculo que vai proporcionar agradáveis noites de sábado a todos aqueles que queiram deslocar-se à Oficina de Teatro Mário Pereira, para partilhar uma agradável noite teatral com o TEB.

6 min de leitura
TEB - Teatro de Ensaio do Barreiro «Uma Freira dos Diabos» - um mergulho entre o «policial» e a «ironia»

Por Jornal Rostos

O TEB - Teatro de Ensaio do Barreiro estreou, no dia 27 de Março - Dia Internacional do Teatro - a peça intitulada “Uma Freira dos Diabos” (Pêssegos em Calda), de Miguel Mihura.

Este espectáculo uma comédia em dois actos e um prólogo, encenado por Graciano Simões, vai estar em cena, na Oficina de Teatro Mário Pereira, todos os sábados, excepto dia 3 de Abril (Páscoa), até 29 de Maio.

Uma peça que nos pode fazer pensar sobre vários temas : os dramas que marcam uma consciência que se sente culpada; a perspicácia de um bom observador; os acasos da vida.
Uma história vivida entre um “sentimento policial” e a “ingenuidade” de uma Freira, que nos diverte, até, pela presença «irónica» da personagem Irmã Maria, cuja acção é representada de forma brilhante pela veterana do teatro barreirense Tina Santos.
Os actores todos eles vestem as personagens na sua plenitude.
As situações são vivenciadas com ritmo e entre o «drama» e o «policial».
As situações vão sendo desenvolvidas, com ironia, promovendo o riso à medida que a «sátira» vai evoluindo e os contornos do enredo, aguçam no espectador, tal como num «filme» a incerteza de como aquilo tudo vai findar.
A encenação de Graciano Simões tem a sua marca, realista, iluminação ao pormenor, a música nos momentos necessários.
Sente-se o rigor das marcações, ritmada, como uma verdadeira «chancela», aquela que caracteriza uma estruturada e estudada «direcção de actores».
O guarda-roupa marcado está imaginado de acordo com as soluções exigidas pela encenação e pelo ritmo dos actores no fluxo do espectáculo.
Os diálogos decorrem, de uma forma geral com uma boa dicção, num palco que está debruçado sobre o público e onde, na verdade, não há espaço para esconder – o sorriso inesperado ou a troca de nomes, por precipitação.
Um espectáculo que diverte. Um espectáculo que vale a pena ver, que dá a dimensão de um grupo vivo, que gosta de teatro e, mesmo sem excessivas ambições, nem recursos, criou, mais uma vez, um espectáculo que vai proporcionar agradáveis noites de sábado a todos aqueles que queiram deslocar-se à Oficina de Teatro Mário Pereira, para partilhar uma agradável noite teatral com o TEB.
Acredito que no final do espectáculo todos os intervenientes respiraram fundo e sentiram a alegria de ter proporcionado um bom espectáculo e, também, sentiram em consciência que deram o melhor, numa demonstração activa daquilo que é o amor ao teatro.
De registar a presença na noite da estreia do vereador Carlos Moreira, em representação da Câmara Municipal do Barreiro.
E, caro leitor, não perca este espectáculo. O teatro só existe com público.
O TEB merece a sua presença. Agende uma ida à Oficina Mário Pereira. Vá e acredite que irá divertir-se!

Núria – Iris Santos – coloca energia em todo o seu papel e vive a personagem com intensidade. Uma força para o teatro barreirense em emergência.
Cosme – José Brito – tem autenticidade e é natural no seu desempenho. Outra coisa não seria de esperar deste «Senhor» do Teatro barreirense.
Frederico – Cris Costa – mantém uma visão coerente do personagem ao longo do espectáculo. Tem garra.
Carlos – António Jorge Santos – está seguro e consegue vestir o seu personagem com verticalidade. Sempre, como é natural, um rosto vivo do TEB.
Dona Pilar – Fernanda Monteiro – coloca a sua habitual emoção no personagem, e, cria com gentileza os seus maneirismos.
Irmã Maria – é a autenticidade, bem caracterizada, ingénua, astuta, essencial no percurso «policial» e na «sátira» do enredo da peça.
É a personagem central que valoriza todo o espectáculo dado que, de alguma forma, ela é centro de todo aquele complexo enredo psico-sociológico, vivendo-o com muita paixão.
Soares – Pedro Santos – uma interpretação sem medo das palavras e com ritmo.

Sobre o Autor

Miguel Mihura, o tão conhecido humorista espanhol nasceu em Madrid em 1905. Terminado o seu curso superior, dedicou-se ao jornalismo, tendo exercido a sua actividade em vários periódicos com é o caso do “El Sol e o “Ya”.
Foi, porém, como autor teatral que o seu nome atravessou a fronteira e se tornou conhecido na comunidade luso-espanhola, pelo menos três das suas peças — e todas elas de acentuado cunho humorístico — subiram já a cena nos nossos palcos mais representativos: “Maribel e a Estranha Família”; “Três Chapéus Altos” e “Operação Bossa Nova” — este último correspondendo ao original espanhol “Melocotón de Almibar” que nós pomos em cena com o título” Uma Freira dos Diabos”.

Sobre a Peça

Do título original espanhol “Melocotón en Almibar” com tradução directa para português “Pêssegos em Calda”, optámos e decidimos, após um trabalho de adaptação à realidade portuguesa e de forma a uma melhor compreensão por parte dos nossos espectadores, pelo título “Uma Freira dos Diabos”.
Conta a história de um bando de larápios que seguiam a técnica usada pelos personagens de um filme cujo tema era o assalto a uma joalharia.
Só que. . .uma gripe num dos elementos, que depressa degenerou numa pneumonia, e a indispensável intervenção de uma irmã enfermeira, que com um agudíssimo sentido de observação e uma candura desarmante e. . .alarmante, deitam por terra todos os planos tão bem elaborados e decalcados. Como? Já falta muito pouco para o saber. Para já fique a saber que o “hábito” pode fazer o detective!

Ficha Artística (por ordem de entrada em cena)

Núria – Íris Santos
Cosme – José Brito
Frederico – Cris Costa
Carlos - António Jorge dos Santos
Dona Pilar – Fernanda Monteiro
Irmã Maria – Tina Santos
Soares – Pedro Santana

Ficha Técnica

Autor -Miguel Mihura
Adaptação - Graciano Simões
Encenação - Graciano Simões
Contra Regra - António Jorge dos Santos
Cenografia - Graciano Simões
Executado por - José Brito
Assistido por - Fernando Santos e António Jorge dos Santos
Projecto de Luz e Som - Graciano Simões
Operadores de Luz e Som - Susana Santos, Pedro Fona e Pedro Baião
Técnico de Luz - João Santos
Electricista -António Jorge dos Santos
Figurinos - Maria Teresa Simões
Guarda-roupa - Maria Teresa Simões e Elisabete Santos
Ponto - Fernando Santos
Caracterização - Celeste Ricardo
Recolha de Imagens / Publicidade — António Jorge dos Santos, Fernando Santos e Pedro Baião
Apoio na Divulgação - Câmara Municipal do Barreiro
Produção - TEB 2010
Agradecemos a colaboração de: Helena Marques, Lena Guerra, José Guerra e Carla Simões

Informações sobre esta peça, que conta com o apoio, entre outras entidades, da Câmara Municipal do Barreiro e Junta de Freguesia do Barreiro, podem ser solicitadas através dos telefones 21 207 4685 ou 91 942 7088.
A Oficina encontra-se na Rua Conselheiro Joaquim António D’ Aguiar, 337.
2830-333 Barreiro.

Ingressos a cinco euros.

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