Teatro Municipal de AlmadaO TMA estreia peças de Rodrigo Francisco e William Shakespeare
A estreia absoluta de Tuning – nova peça de Rodrigo Francisco, dirigida por Joaquim Benite (de 8 de Abril a 2 de Maio) – e a primeira encenação portuguesa de Troilo e Créssida, de W. Shakespeare – numa criação dirigida por Joaquim Benite e José Martins (de 22 de Abril a 16 de Maio) – são as grandes novidades teatrais deste mês de Abril, a par do segundo concerto apresentado no Teatro Municipal de Almada pela Orquestra «Divino Sospiro» no dia 11, às 16h00, Massimo Mazzeo dirige um programa dedicado à música de Robert Schumann, integrado no ciclo que este ano temos vindo a dedicar ao Bicentenário do nascimento de Chopin e Schumann – e do regresso da Orquestra Gulbenkian, num concerto em que Alain Altinoglu rege obras de Mozart, Haydn e Prokofiev (dia 10, às 21h30).
Por Jornal Rostos
Num cenário em tudo semelhante a uma verdadeira oficina – assinado por Jean-GuyLecat –, os actores Pedro Walter, João Farraia, Rui Dionísio, Teresa Mónica e Paulo Guerreiro interpretam Tuning, história de vida contada por Rodrigo Francisco (jovem dramaturgo de quem, em 2007, a Companhia de Teatro de Almada levou à cena Quarto minguante). Num subúrbio de uma grande cidade, Pedro, o jovem protagonista que quis ser jogador de futebol, torna-se aprendiz numa oficina de automóveis. Aí contacta com a marginalidade, hipotecando o seu sonho de recuperar carros velhos. Nelson, o colega amante de tuning, e Milton, o segurança marginal, conduzi-lo-ão até ao drama. Uma senhora viúva, que ansiava por novos sonhos, envolve-se com o pesadelo. O proprietário da oficina assiste e sobrevive, adaptando-se ao mundo competitivo e impiedoso em que lhe coube viver. O espectáculo estará em cena de 8 de Abril a 2 de Maio, de quarta a sábado, às 21h30, e, aos domingos, às 16h00.
Troilo e Créssida – a peça de W. Shakespeare que a morte impediu Mário Barradas de dirigir este ano no TMA – chega à cena, numa co-produção entre a Companhia de Teatro de Almada, a ACTA (A Companhia de Teatro do Algarve) e a Companhia de Teatro de Braga, dirigida por Joaquim Benite e José Martins. Com cenários e figurinos de Christian Rätz, um elenco de duas dezenas de actores interpreta a história desmesurada da Guerra de Tróia, no seu confronto entre gregos e troianos, reveladora – afinal – de um mundo que perdeu todas as suas referências e no qual só sobrevivem os que souberem adaptar-se aos inquietantes novos tempos. O espectáculo estará em cena na Sala Principal do TMA, de 22 de Abril a 16 de Maio, de quarta a sábado, às 21h30, e, aos domingos, às 16h00.
Musicalmente, o TMA sugere-nos em Abril a luminosidade equilibrada e racional das grandes formas do período clássico – a Orquestra Gulbenkian, agrupamento de referência aqui dirigido por Alain Altinoglu, interpreta um programa preenchido pela Sinfonia n.º 1, delicioso pastiche de Prokofiev, pelo Concerto para trompete, em Mi bemol maior, de Joseph Haydn (solista: Sérgio Pacheco) e pela Sinfonia n.º 40, de Mozart (Sala Principal, dia 10, às 21h30) –; e a exaltante passionalidade romântica de Schumann (1810-1856), que nos chega através da Abertura «Manfred», do Concerto para violoncelo, Op. 129, e da muito apropriada Sinfonia n.º 1, intitulada «Primavera», obras tocadas pela talentosa Orquestra «Divino Sospiro», sob direcção de Massimo Mazzeo (Sala Principal, dia 11, às 16h00).
Troilo e Créssida – a peça de W. Shakespeare que a morte impediu Mário Barradas de dirigir este ano no TMA – chega à cena, numa co-produção entre a Companhia de Teatro de Almada, a ACTA (A Companhia de Teatro do Algarve) e a Companhia de Teatro de Braga, dirigida por Joaquim Benite e José Martins. Com cenários e figurinos de Christian Rätz, um elenco de duas dezenas de actores interpreta a história desmesurada da Guerra de Tróia, no seu confronto entre gregos e troianos, reveladora – afinal – de um mundo que perdeu todas as suas referências e no qual só sobrevivem os que souberem adaptar-se aos inquietantes novos tempos. O espectáculo estará em cena na Sala Principal do TMA, de 22 de Abril a 16 de Maio, de quarta a sábado, às 21h30, e, aos domingos, às 16h00.
Musicalmente, o TMA sugere-nos em Abril a luminosidade equilibrada e racional das grandes formas do período clássico – a Orquestra Gulbenkian, agrupamento de referência aqui dirigido por Alain Altinoglu, interpreta um programa preenchido pela Sinfonia n.º 1, delicioso pastiche de Prokofiev, pelo Concerto para trompete, em Mi bemol maior, de Joseph Haydn (solista: Sérgio Pacheco) e pela Sinfonia n.º 40, de Mozart (Sala Principal, dia 10, às 21h30) –; e a exaltante passionalidade romântica de Schumann (1810-1856), que nos chega através da Abertura «Manfred», do Concerto para violoncelo, Op. 129, e da muito apropriada Sinfonia n.º 1, intitulada «Primavera», obras tocadas pela talentosa Orquestra «Divino Sospiro», sob direcção de Massimo Mazzeo (Sala Principal, dia 11, às 16h00).













