27.ª edição do Festival de AlmadaProporcionar aos criadores portugueses uma plataforma privilegiada de confronto internacional

Por Jornal Rostos
A crescente adesão do público – no ano passado esgotaram-se as assinaturas - , a aposta numa qualidade crescente e a vontade de proporcionar aos criadores portugueses uma plataforma privilegiada de confronto internacional levam-nos a apostar em nomes de referência. Será tempo, como sempre, de homenagear uma grande figura do teatro português, de convidar mais um artista plástico a conceber o cartaz do Festival, de uma intensa actualização artística, de exposições e mostras de vídeo surpreendentes, de receber os numerosos críticos estrangeiros que nos visitam, de internacionalizar a cultura portuguesa, de troca de experiências, de partilhar em colóquios e diálogos vários as linhas que tecem a criação contemporânea.
A diversidade de actividades previstas para o Festival de Almada – e a qualidade e novidade que se procura em cada uma delas -, torna-o numa actividade aberta por excelência a todo o tipo de público, sempre entusiasticamente recebida quer localmente, quer pelo público de Lisboa, que também ele, mesmo antes do Festival se ter estendido à margem direita do Tejo, já o aguardava com expectativa. Se tem naturalmente crescido a visibilidade de um evento que se repete periodicamente já há 26 anos, só a aposta na manutenção da sua credibilidade tem permitido captar um crescente número de espectadores nacionais e da crítica nacional e internacional.
A atribuição, pela Câmara Municipal de Santarém e pelo Instituto Bernardo Santareno, do prémio Santareno / Especial ao director do Festival de Almada, Joaquim Benite, assim como a condecoração pelo Presidente da República como Comendador da Ordem do Infante D. Henrique, demonstram, uma vez mais, que a sociedade portuguesa é sensível a esta aposta na qualidade. Joaquim Benite detém ainda o grau de Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras, de França, a “Comenda da Orden del Mérito Civil”, de Espanha, e a Medalha de Ouro de Mérito Cultural, do Ministério da Cultura português, e recebeu em Julho de 2009 a medalha de Ouro da Cidade de Almada.
O Festival de Almada 2010 impõe-se uma vez mais como um evento marcado pela qualidade e prestígio das companhias e encenadores, e pela diversidade dos universos estéticos representados.













