Saltar para o conteúdo
Moldura

Projéctor – Grupo de Teatro – BarreiroÚltima representação da peça «Hospício» de Peter Weiss

O Teatro Projéctor leva hoje a cena, na na SDUB «Os Franceses», pelas 21,30 horas, a última representação da peça «Hospício», de Peter Weiss, com encenação de Abílio Apolinário e Assistência de Encenação de Luciano Barata.

Para quem gosta de teatro este é um espectáculo a não perder.

A peça «Hospício» tem uma acção dramática contínua de cerca de duas horas. O facto é que quem está a assistir nem sente o tempo passar. A peça tem ritmo. A peça tem acção. A peça prende-nos e entusiasma.

5 min de leitura
Projéctor – Grupo de Teatro – Barreiro Última representação da peça «Hospício» de Peter Weiss

Por Jornal Rostos

No ano em que o PROJÉCTOR assinala os 14 anos de actividade, foi escolhida a peça de Peter Weiss, que fala de Sade, de Marat da Revolução Francesa.

SOBRE O AUTOR - PETER WEISS

Sobre o autor da peça muito há para dizer... Sabe-se que nasceu no dia 8 de Novembro de 1916, filho de um militar judeu e uma actriz cristã.
Viveu em Bremen na adolescência e com 18 anos teve de se exilar para fugir à perseguição nazi.
Com a chegada de Hitler ao poder, sai da Alemanha com a família e refugia-se em Londres, seguidamente para a Checoslováquia e Suécia.
Além de escritor também ficou conhecido como artista plástico e roteirista de documentários e filmes de vanguarda.
Descobre então numa viagem a Paris em 1947 a sua vocação literária e em 1960 escreve o 1 romance “A Sombra do Corpo do Cocheiro”.
Escreve ainda os romances “Adeus aos Pais” (1961); “A Conversação sobre os Três Caminhantes”, (1963); em 1964 escreve a peça sobre “A Perseguição e o Assassinato de Marat/Sade”, a qual teve um grande êxito; o “Interrogatório Oratório” (1965) e outros se seguiram. Escreve um musical politico”A Balada do Fantoche Lusitano”, e em 1968 escreve 2 discursos, um onde condena o papel dos Estados Unidos no Vietname e outro onde conta as Histórias de um pequeno homem que é detido pela policia.
Em 1969 escreve “Trotsky no Exílio”. onde evoca o seu ponto de vista sobre a Revolução Russa.
Em 197l uma nova peça “Holderling”, “Stuck in zein Aktenque” é a biografia do poeta com o seu nome. Seguiu-se em 1975 a “Estética da Resistência”.
Veio a falecer no ano de 1982, deixando uma extensa obra de grande qualidade e alguns prémios bem merecidos.

Sobre esta peça: Marat/Sade (Hospício)

Peça escrita em 1964, sobre a perseguição e o assassinato de Jean Paul Marat, representado pelo grupo Teatral do Hospício de Charenton sob a direeção do Marquês de Sade.
A peça constitui-se de três esferas temporais:
A 1ª esfera - Passa-se em 1808, período em que o Marquês de Sade esteve internado no Hospício de Charenton, devido à forma de vida que levava e às suas ideias libertinas, que segundo alguns, corrompiam a alma de qualquer um;
A 2ª esfera ocorre no ano 1793, com a morte de um grande e temível revolucionário jacobino, Marat, do Partido da Esquerda da Assembleia Nacional, que estando em casa a fazer os banhos medicinais é assassinado por Charlotte Corday, uma girondina do Partido da Assembleia Nacional, que à terceira tentativa o consegue matar com uma punhalada no peito;
A 3ª esfera é a do leitor, que lê ou assiste à peça, podendo ser tanto público da peça de Peter Weiss como da peça de Sade.
Valendo-se destas três dimensões, Weiss escreve a peça utilizando os factos que dispunha no momento: a encenação da morte do jacobino, Jean Paul Marat, pela girondina Charlotte Corday, dentro do Hospício de Charenton, local onde estava internado o Marquês de Sade que pela sua forma de agir e pensar, valia-se do facto de neste Hospício se desenvolverem avançadas experiências aos internos, para aplicar as suas encenações.
Além destas personagens é de mencionar a Enfermeira, o Guarda, os Doentes que também são Músicos, que tanto tocam musicas coordenadas como descoordenadas conforme a excitação da cena, o ex-padre, Socialista Radical, Jacques Roux, uma personalidade da Revolução Francesa, Duperret, um deputado girondino apoiante da ala direita e louco apaixonado por Corday, Simone Evrard, grande amiga do povo e de Marat bem como Culmier o director do Hospício.
O Coro e o Apresentador são o motor e a energia da encenação deste espectáculo.
Finalmente a última esfera surge com o desenrolar da peça que nos deixa indefiníveis sobre qual é o tempo em que estamos a falar.
Intemporal e com uma grande riqueza no debate de ideias entre o Marquês de Sade e Jean Paul Marat.

Abílio Apolinário

FICHA TÉCNICA E ARTISTICA

Luis Gonçalves
Coulmier

Manuel Gonçalves
Marquês de Sade

Carlos Correia
Jean Paul Marat

Elsa Barata
Simone Evrarde

Mário Durval
Jacques Roux
Tânia Pacheco
Charlotte Corday

Emanuel Saramago
Duperret

João Cruz
Apresentador

Lara Nayr
Tourlourou

Daniela Pedroso
Sansonnet

Vanessa Rodrigues
Cocorico

Romy Mendonça
La Fauvette

Fátima Pires
Enfermeira

João Martinho
Guarda

Dulce Caeiro
Doente

Manuel Graça
Doente

Graciete Pereira
Doente

Andre Pereira
Doente

Rogério Rosa
Doente

Risete Dias
Doente

Maria João
Doente

Luciano Barata
Doente

Pepito
Mestre Carpinteiro

Rosa Almeida
Mestra Guarda Roupa

Músicos
Henrique Borges
Rafaela Borges
Marta Borges
Sofia Borges
Eliana Borges
Dinis Borges

Abilio Apolinário
Encenação / Cenografia / Iluminação / Adereços / Figurinos / Direcção Musical / Montagem / Cartaz

Luciano Barata
Assistente de Encenação – Direcção de Actores - Montagem

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção