Saltar para o conteúdo
Moldura

SETÚBAL - 26.ª edição do FestroiaContará com 190 filmes oriundos de cerca de 40 países
. De 4 a 13 de Junho de 2010

A 26.ª edição do Festroia – Festival Internacional de Cinema de Setúbal realiza-se este ano de 4 a 13 de Junho e contará com 190 filmes, oriundos de cerca de 40 países, números representativos da diversidade que caracteriza o único festival português incluído no prestigiado calendário anual da FIAPF (Federação Internacional de Associações de Produtores de Filmes).

Este ano o festival contará com duas salas em Setúbal – o Auditório da Anunciada e o Auditório Municipal Charlot, recentemente integrado na rede Europa Cinemas devido à qualidade da sua programação ao longo do ano – e extensões no Fórum Romeu Correia (Almada) e no Largo José Afonso (Setúbal).

6 min de leitura
SETÚBAL - 26.ª edição do Festroia Contará com 190 filmes oriundos de cerca de 40 países . De 4 a 13 de Junho de 2010

Por Jornal Rostos

Em termos de programação, o festival deste ano conta com as secções competitivas habituais – Secção Oficial, Primeiras Obras, Independentes Americanos e O Homem e a Natureza – e com diversas mostras não competitivas, entre as quais a Homenagem à Eslováquia e o ciclo de Histórias da Resistência, composto por filmes sobre homens e mulheres que, por toda a Europa, serviram de exemplo ao lutarem, de forma determinada, contra os mais variados tipos de opressão.
De realçar ainda a pequena mostra de Grandes Realizadores Europeus, que exibirá filmes do português Manoel de Oliveira, do grego Theo Angelopoulos, do finlandês Mika Kaurismaki e do holandês Jos Stelling, o qual estará presente no Festroia para desempenhar as funções de presidente do Júri Oficial.
No que respeita à animação extra-festival, o Festroia irá manter a aposta no meeting point, situado na Avenida Luísa Todi e animado durante o Festival.
Este ano o festival contará com duas salas em Setúbal – o Auditório da Anunciada e o Auditório Municipal Charlot, recentemente integrado na rede Europa Cinemas devido à qualidade da sua programação ao longo do ano – e extensões no Fórum Romeu Correia (Almada) e no Largo José Afonso (Setúbal).

Festroia homenageia Rogério Samora

Na sua 26ª edição, o Festroia – Festival Internacional de Cinema de Setúbal decidiu voltar a homenagear o cinema português, atribuindo um Golfinho de Carreira ao actor Rogério Samora, no ano em que este comemora 30 anos de vida artística.
Com este galardão do Festroia, Rogério Samora torna-se no quinto actor português a receber a distinção individual máxima do festival, depois de Ruy de Carvalho (2003), Raul Solnado (2004), Joaquim de Almeida (2006) e Nicolau Breyner (2008).

Sobre Rogério Samora

Nascido em Lisboa a 28 de Outubro de 1958, José Rogério Filipe Samora estudou teatro no Conservatório Nacional, em finais da década de 1970 e estreou-se profissionalmente na Casa da Comédia, com a peça A Paixão Segundo Pier Paolo Pasolini, de René Kalisky, encenada por Filipe La Féria. A sua interpretação valeu-lhe o Prémio de Actor Revelação em 1981 e, desde então, tem sido presença regular nos palcos e em telenovelas, telefilmes e séries.
Nas últimas três décadas foi também assíduo no grande ecrã, tendo participado em películas de Manoel de Oliveira (Os canibais, Party), Fernando Lopes (Matar saudades, O delfim, 98 octanas), Luís Filipe Rocha (Sinais de fogo), João Mário Grilo (Longe da vista), António Pedro Vasconcelos (Os imortais), João Botelho (O fatalista, A corte do Norte) ou José Fonseca e Costa (Viúva rica solteira não fica).
O seu mais recente filme “Os Sorrisos do Destino”, de Fernando Lopes, será exibido no 26ºFestroia.
Assumidamente teimoso, entrega-se a cada papel com dedicação e é muito apreciado junto do público feminino, tanto pelo seu aspecto físico como pela sua voz quente, que usou tanto para interpretar o cruel Scar na versão portuguesa de O Rei Leão, da Disney, como para ler poemas de Mário Cesariny ao som de Rodrigo Leão.

Histórias de Resistência

O que têm em comum um padre espanhol, uma família judia húngara, dissidentes checos e polacos, camponeses italianos e um agente especial norueguês? São todos resistentes retratados nos filmes que compõem o ciclo de Histórias de Resistência do 26º Festroia.
Ao todo, são 11 as películas que vão permitir que o público do Festival Internacional de Cinema de Setúbal conheça diferentes histórias de luta pela liberdade e contra a opressão nas suas mais diversas formas, algumas das quais verídicas, tendo sempre por palco o continente europeu.
A lista inclui os seguintes filmes: A path across the Danube, do eslovaco Miloslav Luther; Berlin 36, do alemão Kaspar Heidelbach; Winter in wartime, do holandês Martin Koolhoven; General Nil, do polaco Ryszard Bugajski; Max Manus, de Espen Sandberg e Joachim Roenning; Protector, do checo Marek Najbrt; Rose’s song, do húngaro Andor Szilágyi; Tears of April, do finlandês Aku Louhimies; The man who will come, do italiano Giorgio Diritti; The good news, da espanhola Helena Taberna; e o documentário The dissidents, da francesa Ruth Zylberman.

O MELHOR CINEMA EUROPEU

Doze das melhores películas europeias produzidas no último ano disputam nesta 26ª edição o prémio máximo do Festroia: o Golfinho de Ouro para Melhor Filme.
Em competição estão tanto realizadores conhecidos do público do festival, como o dinamarquês Thomas Vinterberg, que regressa com Submarino, como artistas que aqui vêm pela primeira vez, de que é exemplo Saara Cantell, realizadora finlandesa que tentará conquistar mais um Golfinho de Ouro para a Finlândia com o seu Heart beats.
Também do Norte da Europa estão a concurso mais três películas: A family, da dinamarquesa Pernille Fischer Christensen, sobre as difíceis escolhas de uma jovem mulher; A somewhat gentle man, a primeira comédia do norueguês Hans Petter Moland; e The ape, do sueco Jesper Ganslandt, em que um homem se esforça por agarrar a vida que perdeu.
Outra região bem representada é o Leste Europeu, de onde vêm Soul at peace, do eslovaco Vladimír Balko, All that I love, do polaco Jacek Borcuch, e três co-produções: St. George shoots the dragon (Sérvia, Bósnia, Bulgária), de Srdjan Dragojevic, In the land of wonders (Croácia, Hungria), de Dejan Sorak, e Metastases (Croácia, Bósnia e Sérvia), de Branko Schmidt.
Igualmente fruto de co-produções são os dois últimos filmes em competição na Secção Oficial: a produção belgo-neerlandesa The storm, de Ben Sombogaart, e a mais recente obra de Kerend Yedaya, produzida com verbas de Israel, França e Alemanha.
Integrados na Secção Oficial, mas fora de competição, surgem dois filmes: Canteen, do grego Stavros Kaplanidis, sobre três homens que trabalham numa roulotte de beira de estrada e as muitas pessoas que por ela passam, e Case unknown, do polaco Feliks Falk.

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção