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Em Setúbal1ª edição de FUMO – Festival Urbano de Música e Outros

Cinema, artes gráficas e, principalmente, música, compõem, entre os dias 13 e 27, em Setúbal, duas semanas dedicadas à cultura, durante a primeira edição do FUMO – Festival Urbano de Música e Outros.

Durante a apresentação oficial, realizada ontem à tarde, na Casa Bocage, Pedro Soares, representante da Experimentáculo, uma das associações impulsionadoras do evento, sublinhou a vertente de “festival multidisciplinar, com enfoque na área da música”.

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Em Setúbal 1ª edição de FUMO – Festival Urbano de Música e Outros

Por Jornal Rostos

Pedro Soares salientou ainda que outro dos objectivos é o de “associar o festival a diferentes zonas da cidade, aproximando o público do património de Setúbal, casando espaços arquitectónicos de valor com actuações artísticas”.

O evento terá lugar em vários locais com valor patrimonial e histórico, como o Museu do Trabalho Michel Giacometti, a Casa Bocage, o coreto da Avenida Luísa Todi, o Convento de Jesus e os claustros do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS).

Para esta primeira edição do FUMO, Ângela Marques, da Elucid’Arte, a outra associação promotora do festival, organizado em parceria com a Câmara Municipal, salientou que “todos os artistas são portugueses e, nalguns casos, há espectáculos em que são maioritariamente setubalenses”.

O cartaz do programa apresenta nomes como Tó Trips, guitarrista dos Dead Combo, e Mazgani, banda com origem em Setúbal e uma das mais proeminentes revelações da música moderna portuguesa da actualidade.

A presidente da Autarquia, Maria das Dores Meira, elogiou o espírito de iniciativa e o envolvimento dos impulsionadores do festival. “Só pela atitude positiva estes jovens estão de parabéns. Tiveram uma atitude proactiva e desde a primeira hora a Câmara disse que é com gente assim que quer trabalhar.”

Quanto ao festival, a edil apontou que “este vai ser o ano de experiência”, mantendo no horizonte a forte possibilidade de se dar continuidade ao projecto, nomeadamente com periodicidade anual.

“No fundo, o FUMO pretende ser um festival que potencie a cultura da nossa cidade”, frisou Maria das Dores Meira.

A instalação de vídeo e som de Traumático Desmame inaugura, no domingo, às 17h00, nos claustros do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS), o certame, organizado pela Experimentáculo, pela Elucid’Arte e pela Câmara Municipal.

A inauguração inclui também a abertura da exposição itinerante “Åbroïderij! HA! – International Graphic Arts Exhibition”, patente ao longo de todo o festival, das 14h00 às 18h30, nos claustros do IPS, e composta por 46 ilustrações de artistas gráficos portugueses e estrangeiros.

Tó Trips actua numa performance a solo no dia 18, às 21h30, nos Paços do Concelho. A abertura do espectáculo, com entradas a cinco euros, está a cargo de Marco Alonso Trio, grupo dedicado ao flamenco.

A noite de 19, a partir das 21h30, no Museu do Trabalho, está reservada às sugestões alternativas dos Duas Semicolcheias Invertidas, que apresentam um concerto de música experimental, dub e punk, e dos Sign, que se dedicam em pleno ao experimentalismo, inspirado em figuras como Jack Kerouac, David Lynch, Frank Zappa e Miles Davis.

A tarde do dia 20, a partir das 17h00, no coreto da Avenida Luísa Todi, está reservada às actuações de Red Smoking Indians, Chaos Led To Quiet e Wilducks.

O cinema e a música fundem-se numa instalação de Tiago Sousa, a apresentar no dia 25, às 21h00, no Club Setubalense. As entradas custam três euros.

Primo Tirano actua no dia 26, a partir das 17h00, no coreto da Avenida Luísa Todi.

Os Mazgani actuam no dia 27, às 21h30, no Convento de Jesus. Os cinco euros do bilhete dão direito, ainda, a um download exclusivo da banda. A abertura do concerto está a cargo de Fast Eddie & The Riverside Monkeys.

Na área da cinematografia decorrem várias projecções, sempre às 21h30, na Casa Bocage. A primeira realiza-se a 16, como filme “6=0 Homeostética”, de Bruno Almeida. Segue-se, a 17, “Filhos do tédio”, de Rita Alcaire e Rodrigo Fernandes, a 23, “Brava Dança”, de Jorge Pires e José Pinheiro, e, a 24, “Significado – A música portuguesa se gostasse dela própria”, de Tiago Pereira. Quer no dia 17, quer no dia 23 os realizadores marcam presença nas respectivas sessões.

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