26.º Festroia - SetúbalProdução norueguesa “Uma espécie de cavalheiro” foi a grande vencedora
A entrega de prémios do Festival Internacional de Cinema de Setúbal, que terminou ontem, decorreu no sábado à noite, durante uma cerimónia em que o actor Rogério Samora recebeu o Golfinho de Ouro pelos 30 anos de carreira.

Por Jornal Rostos
“Eu só trabalho, mais nada”, agradeceu, de forma humilde. O actor disse ao público presente no Auditório da Anunciada que preferia estar no ecrã do que no palco a discursar “É uma sensação muito estranha. Ao fim de 32 anos de profissão, nunca me disseram que os prémios e as homenagens faziam parte.”
A directora do Festroia, Fernanda Silva, e o vereador da Câmara Municipal de Setúbal Carlos Rabaçal acompanharam Rogério Samora no descerrar de uma placa que mais tarde se vai juntar a tantas outras, de edições anteriores do festival, no Fórum Municipal Luísa Todi.
O actor português ergueu a placa e agradeceu a Setúbal pela homenagem, bem como à Câmara Municipal por “ajudar o Festroia”.
Quem também agradeceu a Setúbal foi o produtor do filme norueguês “Uma espécie de cavalheiro”, que, em nome dos vencedores, subiu ao palco quatro vezes para receber os prémios de melhor filme, realizador, actor e argumento.
“É sempre bom não ir para casa de mãos a abanar”, gracejou ao receber do realizador holandês Jos Stelling, presidente do júri oficial, o Golfinho de Ouro para o melhor filme.
O prémio especial do júri foi para “O bater do coração”, de Saara Cantell, da Finlândia. A melhor fotografia foi para o filme “Uma família”, da Dinamarca, e Sylvia Hoeks foi a melhor actriz pela interpretação em “A tempestade”, da Holanda/Bélgica.
O público que assistiu, durante os dez dias do Festroia, à exibição dos filmes em competição, também votou e nomeou “O submarino”, uma co-produção Dinamarca/Suécia, como melhor filme.
Uma outra distinção especial, instituída no ano passado, é o prémio Mário Ventura para o melhor argumento de uma curta-metragem europeia. Este ano, o galardão foi atribuído a dois filmes, o croata “Lua Amarela” e o português “Sobrevivência”.
O prémio Região de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo, instituído em 1985, foi entregue a “Cartas ao padre Jacob”, da Finlândia, na categoria O Homem e a Natureza. Ainda na mesma secção, foram atribuídas menções honrosas a “A lua em ti” e “Respeita-me”.
Na secção Primeiras Obras, o filme “SEBBE”, da Suécia/Finlândia, foi distinguido com o prémio Associação de Municípios da Região de Setúbal.
Apesar de este ano os Independentes Americanos estarem fora de competição, o prémio Câmara Municipal de Setúbal foi atribuído pelo vereador Carlos Rabaçal à representante da Elephant Eye Films, produtora homenageada nesta categoria que, apenas com três anos de existência, tem apoiado realizadores norte-americanos independentes.
Em relação aos galardões especiais, “Uma família”, da Dinamarca, arrecadou o prémio Signis, enquanto o filme “X=X+1”, da Eslováquia, uma menção honrosa.
“Tudo o que amo”, da Polónia, foi distinguido com os prémios Fipresci e CICAE.
Depois da cerimónia de entrega de prémios, público e convidados puderam assistir, em antestreia, ao filme norte-americano “Brooklyn’s Finest”.













