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Moldura

No Museu Municipal de Santiago do CacémObra do pintor alentejano Manuel do Espírito Santo Guerreiro

20 obras do pintor restauradas pela Câmara Municipal vão estar expostas.

A obra do pintor alentejano Manuel do Espírito Santo Guerreiro vai estar patente ao público no Museu Municipal de Santiago do Cacém a partir do próximo sábado, 2 de Outubro.

A inauguração desta mostra está marcada para as 16h00 com a presença da vereadora da Cultura, Margarida Santos.

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No Museu Municipal de Santiago do Cacém Obra do pintor alentejano Manuel do Espírito Santo Guerreiro

Por Jornal Rostos

A exposição vai mostrar 20 obras restauradas recentemente pela Câmara Municipal e que ilustram as várias técnicas do pintor que vão desde um auto - retrato, naturezas mortas, paisagens, o retrato do Capitão-mor de Santiago do Cacém e o Retrato de D. Pedro V.

Neste momento estão a ser recuperadas mais 10 obras e até ao final do ano, a autarquia pensa recuperar mais 20.

Manuel do Espírito Santo Guerreiro, natural de Castro Verde, nasceu em 1824. Ainda jovem foi recebido em casa do Capitão-mor de Santiago do Cacém que não só lhe reconheceu a vocação, como lhe facultou os estudos, e permitiu que frequentasse aulas de pintura em Lisboa.

A sua obra, revela o espírito contemplativo do autor perfeitamente identificado com a estética e pensamento humanistas que lhe são contemporâneos.
Cultivou a música, dando concertos de amador nos convívios dos seus amigos e foi um entusiástico centro de teatro amador, representando várias peças levadas à cena na Sociedade Harmonia.

Foi Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Provedor do Hospital e Juíz substituto da Comarca.

A representação naturalista das imagens clássicas e a observação do quotidiano foram bases temáticas que inspiraram a sua pintura.
Profundamente romântico, para além das academias recreadas sobre gravuras e litografias, pintou imaginosas paisagens de concepção ingénua por vezes com detalhes de curiosa expressão “naif”. As naturezas mortas – que muito cultivou e desenvolveu – são particularmente ricas do ponto de vista descritivo pela pormenorização maneirista com que realizou a representação dos vários elementos, sobretudo as flores. Algumas destas telas são notáveis pelo hiper-realismo que o pintor atingiu. São também interessantes os retratos que completam coerentemente a atitude plástica do artista.

Deverá ter sido um personagem tranquilo, observador e inteligente amante do espectáculo. Soube criar o ambiente cultural em que desabrochou a sua filha, a notável poetisa Alda Guerreiro Machado.

Manuel do Espírito Santo Guerreiro faleceu em 1898 com 74 anos. A sua obra mantêm-se globalmente conservada na posse da família e da Câmara Municipal de Santiago do Cacém e constitui um valioso testemunho da vida cultural de Santiago do Cacém, no séc. XIX.

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