Três artistas do BarreiroApresentam «Deslocalizações»
São três artistas, com estilos próprios que proporcionam «olhares» diferentes sobre a realidade que recriam e reinventam. Visite.

Por Jornal Rostos
Em Fátima Romão, embora nos tenha habituado às suas matrizes de enorme sensualidade a carvão, e que já então de pintura se tratava, desenvolveu algumas incursões na cor na década de 90, vindo agora em definitivo e abertamente a assumir-se com a pintura, apresentando trabalhos de grande gestualidade e lirismo cromático, numa riquíssima espacialidade compositiva.
O Pedro Miranda, mesmo na escultura sempre tem vindo a testar uma linguagem muito próxima do neo-conceptualismo, além de outros trabalhos mais conceptuais, tornando mais clara essas referências agora com a apropriação de pintura, neste caso com a sobriedade de Giorgio Morandi, e da ironia dos ready made’s, num sentido especulativo, subvertendo a sacralidade dos objectos.
Francisco Palma também se apropria de imagens e assume referências a outras artes, neste caso ao cinema, com o filme “Les amours d’Astrée et de Céladon” de Eric Rohmer, não deixando contudo de continuar a procurar ambientes que ligam o corpo à natureza, aproximando-se agora mais de um erotismo táctil, assumidamente de influência surrealista.
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