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Moldura

Antígona no Teatro Municipal de AlmadaLançamento da tradução de Antígona, da autoria de Marta Várzeas

ANTÍGONA de SÓFOCLES, com encenação e cenografia de Nuno CARINHAS, nos dias 3 e 4 de Fevereiro

No dia 4 de Fevereiro, às 18h30, na Cafetaria do TMA, é lançada a tradução de Antígona, da autoria de Marta Várzeas, com a presença do encenador do espectáculo.

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Antígona no Teatro Municipal de Almada Lançamento da tradução de Antígona, da autoria de Marta Várzeas

Por Jornal Rostos

TEATRO NACIONAL SÃO JOÃO
ANTÍGONA
de SÓFOCLES

Encenação e cenografia de Nuno CARINHAS
3 e 4 de Fevereiro
Sala Principal
21h30
M/12

Ficha Técnica

Tradução Marta VÁRZEAS
Figurinos Bernardo MONTEIRO
Música Miguel PEREIRA (VortexSoundTech)
Desenho de luz Rui SIMÃO
Desenho de som Joel AZEVEDO
Voz e elocução João HENRIQUES
Intérpretes Alexandra GABRIEL, António DURÃES, Emília SILVESTRE, João CASTRO, Jorge MOTA, José Eduardo SILVA, Lígia ROQUE, Maria do Céu RIBEIRO, Paulo FREIXINHO, Pedro ALMENDRA

Sinopse

Breve Sumário da História de Deus e Tambores na Noite no Teatro Nacional D. Maria II, Antígona no Teatro Municipal de Almada – fechamos em 2011, a Sul, aquilo que iniciámos em 2009, a Norte: um ciclo de reflexão sobre o teatro e o poder, o político e o religioso, a cidade e o céu, os homens e os deuses. Da via-sacra de Gil Vicente à lua sangrenta de Bertolt Brecht, passando agora pela arena de Sófocles, Nuno Carinhas foi desenhando três orgânicas máquinas de emaranhar perguntas no espaço público.
Que espaços levantar para conter as palavras que andam pela cidade? Da camarata auschwitziana construída em madeira de Breve Sumário da História de Deus, ao quase semicírculo revestido a cortiça de Antígona, que ora transporta a memória do anfiteatro grego, ora sugere a cratera de um vulcão em lava, Nuno Carinhas desenhou dois lugares pouco amenos para ressoar o som e a fúria das convulsões do mundo.
Com a insubordinação de Antígona, o homem parte à conquista de uma consciência, questiona as fronteiras entre a integridade individual e o bem comum. As personagens de Sófocles são angustiados pontos de interrogação que caminham. Pergunta Creonte: “Então o Estado não é de quem manda?” Responde Hémon: “Nenhum Estado é de um homem só!” Pergunta Antígona: “Como posso eu ainda olhar para os deuses?” De pergunta em pergunta, de resposta em resposta, o confronto adensa-se e Antígona entrega-se à morte. Vinte e cinco séculos mais tarde, Marguerite Yourcenar dedicou-lhe o mais belo dos epitáfios: “O tempo retoma o seu curso sob o ruído do relógio de Deus. O pêndulo do mundo é o coração de Antígona”.
(In www.tnsj.pt)

Antígona no Teatro Municipal de Almada

Escreve Nuno Carinhas, encenador desta tragédia do século V a.C.: «Em Antígona, um tratado sobre a Democracia, o sangue corre nas veias da cidade entre o poder e a indignação. Este espectáculo é obra (ópera) de câmara, confronto íntimo de antagonistas na mítica Tebas das sete portas assolada pela guerra fratricida pelo poder; são os actores que defendem e afirmam as palavras que proferem, estes e não outros, tal como esta e não outra a assembleia de cidadãos que os escutam». E é nesta cidade em chamas que Creonte, rei de Tebas, se opõe a sua sobrinha Antígona, a quem lei humana alguma impede de dar sepultura a seu irmão Polínices, que atacara a cidade. As consequências ser-lhe-ão fatais, mas, ao contrário da hesitante Ismena, sua irmã, Antígona enfrenta-as, decidida.

Pintor, cenógrafo, figurinista e encenador, Nuno Carinhas estudou Pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa. Como encenador, trabalhou com o TNSJ e com estruturas como Cão Solteiro, ASSéDIO, Ensemble, Escola de Mulheres e Novo Grupo/Teatro Aberto, e também com o Teatro Nacional de São Carlos, Ballet Gulbenkian, Companhia Nacional de Bailado, A Escola da Noite, Teatro Bruto, Teatro Nacional D. Maria II, São Luiz Teatro Municipal, Chapitô e Os Cómicos. Como cenógrafo e figurinista, colaborou com Ricardo Pais, Fernanda Lapa, João Lourenço, Fernanda Alves, Jorge Listopad, Paula Massano, Vasco Wellenkamp, Olga Roriz, Paulo Ribeiro, Joaquim Leitão, entre outros. É, desde Março de 2009, Director Artístico do TNSJ.

Antígona: o livro

No dia 4 de Fevereiro, às 18h30, na Cafetaria do TMA, é lançada a tradução de Antígona, da autoria de Marta Várzeas, com a presença do encenador do espectáculo.
Esta é a primeira tragédia grega produzida de raiz no Teatro Nacional São João e - num acto que é quase sempre contínuo naquela Casa - é a primeira tragédia grega editada em livro nas suas colecções de textos dramáticos.
No TNSJ, a tradução é sempre o primeiro gesto da encenação, e as palavras impressas em livro transportam essa memória oficinal. "Antígona está só", escreve no prefácio a tradutora. Mas no deficitário panorama da edição portuguesa de obras dramáticas, ela está agora mais bem acompanhada. Depois da Antígona de Maria Helena da Rocha Pereira, podemos dizer, com orgulho e sem preconceito, que conquistámos esta Antígona de Marta Várzeas. Um clássico também é isto: uma obra em permanente estado de revisitação. (TNSJ)

Entradas: 7€ a 15€. Preço especial para grupos.
Informações e contactos: 21 273 93 60, geral@ctalmada.pt

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