VOID de Clara Andermatt em AlmadaUma peça sobre pessoas feita de experiências e de saudade
Esta é uma peça sobre pessoas, feita de experiências e de saudade, inspirada nas tristezas, nas dificuldades, nos benefícios de uma década de crescimento de dois cabo-verdianos em Portugal.

Por Jornal Rostos
COMPANHIA CLARA ANDERMATT
Co-Produção: Mito – Mostra Internacional de Teatro de Oeiras | ACCCA
VOID
Concepção e direcção de Clara Andermatt
Colaboração criativa e composição musical Avelino Chantre, João Lucas, Sócrates Napoleão
Figurinos Aleksandar Protic
Desenho de luz e direcção técnica Anatol Waschenke
Operação de luz João Chicó
Produção executiva ACCCA
Interpretação e textos Avelino Chantre, Sócrates Napoleão
5 Março, Sala Experimental, 21h30, M/12
Cabo Verde é o ponto de partida para Void, criação de Clara Andermatt que tem como pano de fundo o encontro entre culturas. A coreógrafa e bailarina chamou colaboradores com quem partilha um historial de produções anteriores para desenvolver um universo coreográfico, teatral e musical muito pessoal, que nasce do diálogo real e constante de duas culturas no dia-a-dia de Lisboa. Esta é uma peça sobre pessoas, feita de experiências e de saudade, inspirada nas tristezas, nas dificuldades, nos benefícios de uma década de crescimento de dois cabo-verdianos em Portugal. Cláudia Galhós, crítica do Expresso que considerou Void um dos melhores trabalhos de dança de 2009, entende que a peça “pertence à memória do choro e do riso, instalando uma arquitectura cénica que desenha impressões fugazes da condição humana e das suas tragédias. Tão comovente, sedutora como perturbadora”.
“Sou filho, sou irmão, tio, pai, primo, acima de tudo sou neto… neto dos meus avós….
O princípio desse paralelismo acidental… ou ocidental…?
Os meus velhos que em criança me ensinaram a sentir um sentir especial,
o estar, estar simplesmente, estar só, só no meio da multidão, em paz.
Um estado… assim….VOID.”
Notas biográficas
CLARA ANDERMATT
Fez os seus primeiros estudos de dança clássica com Luna Andermatt. Diploma-se no London Studio Centre, possuindo também o curso completo da Royal Academy of Dancing de Londres. Em 1994 inicia a sua colaboração com Cabo Verde, que inclui a criação de diversas obras com intérpretes locais, acções de formação e colaborações com artistas de diferentes áreas, que culminam numa série de residências e projectos. Ao longo da sua carreira, Clara Andermatt tem sido distinguida com diversos prémios, sendo as suas obras regularmente apresentadas em Portugal e em países como a Alemanha, a Holanda, a França, o Canadá e os EUA.
AVELINO CHANTRE
Bailarino, músico, actor e formador Cabo-Verdiano. De 1988 a 1998 integrou uma companhia nacional de Danças tradicionais de Cabo Verde. Em 1992, inicia a sua formação em dança contemporânea no Forum Dança de Lisboa. Em 1994, participa no projecto “Dançar Cabo Verde” de Clara Andermatt e Paulo Ribeiro. No mesmo ano faz movimento contemporâneo, contacto/improvisação e sapateado (Portugal). Fez parte do elenco de “Uma história da dúvida”, “Dan Dau”, “e dançaram para sempre”, “Void” e “Void eléctrico”, de Clara Andermatt. Trabalhou com Francisco Camacho, Útero e Companhia de Dança Espasso. É professor e júri de competições de danças latinas e africanas.
SÓCRATES NAPOLEÃO
Músico e performer natural de Cabo Verde. Veio para Portugal para participar no espectáculo de Clara Andermatt “Uma História da Dúvida”. Desde então participou também nos elencos de “Dan Dau”, “Void” e “Void eléctrico”. Em 2008, participa no projecto “O Som do rap” com Clara Pinto Correia apresentado no Teatro São Luiz. Criou a performance “Sócrates no Sofá” apresentada no Festival A Gosto, em Lisboa. Como músico, trabalhou com João Afonso entre outros.













