Saltar para o conteúdo
Moldura

Joaquim Benite do Teatro de AlmadaCelebra 40 anos de carreira * A Mãe, no Teatro da Trindade

Depois de uma carreira em Janeiro e Fevereiro de 2010 – respectivamente, no Teatro Municpal de Almada e no Teatro Nacional São João, no Porto – com praticamente todas as sessões es¬gotadas, A Mãe, de Brecht / Gorki, com encenação de Joaquim Benite, apresenta-se pela primeira vez em Lisboa, no Teatro da Trindade, entre 14 e 30 de Abril.

4 min de leitura
Joaquim Benite do Teatro de Almada Celebra 40 anos de carreira * A Mãe, no Teatro da Trindade

Por Jornal Rostos

TEATRO DA TRINDADE, de 14 a 30 de Abril
Quarta a Sábado às 21h00, Domingos às 16h00

A COMPANHIA DE TEATRO DE ALMADA apresenta

A MÃE
De Gorki / Brecht
Encenação de Joaquim Benite

Tradução Yvette K. Centeno, Teresa Balté
Direcção musical Fernando Fontes
Voz e elocução Luís Madureira
Cenário Jean-Guy Lecat
Figurinos Sónia Benite
Desenho de luz José Carlos Nascimento
Assistente de encenação Rodrigo Francisco
Intérpretes Alberto Quaresma, André Albuquerque, André Gomes, Celestino Silva, Daniel Fialho, João Farraia, Laura Barbeiro, Luzia Paramés, Manuel Mendonça, Marco Trindade, Maria Frade, Marques d’Arede, Miguel Martins, Paulo Guerreiro, Paulo Matos, Pedro Walter, Sofia Correia, Teresa Gafeira

Agradecimento Partido Comunista Português

Caros amigos,

Depois de uma carreira em Janeiro e Fevereiro de 2010 – respectivamente, no Teatro Municpal de Almada e no Teatro Nacional São João, no Porto – com praticamente todas as sessões es¬gotadas, A Mãe, de Brecht / Gorki, com encenação de Joaquim Benite, apresenta-se pela primeira vez em Lisboa, no Teatro da Trindade, entre 14 e 30 de Abril. Com tradução de Yvette Centeno / Teresa Balté, cenário de Jean-Guy Lecat e direcção musical de Fernando Fontes, este espectáculo conta com um elenco encabeçado por Teresa Gafeira, onde se destacam actores como Paulo Ma¬tos, Marques D’Arede, Alberto Quaresma, André Gomes, entre outros. Tendo obtido elogios tanto da crítica nacional como internacional, A Mãe constituíu um dos êxitos da Temporada teatral anterior, apresentando-se agora num palco onde a Companhia de Teatro de Almada já apresentou, nos últi¬mos anos, Memorial do convento, de José Saramago (1998) e Othello, de Shakespeare (2006), ambas encenações de Joaquim Benite.

Ainda em Abril, Joaquim Benite celebra 40 anos de carreira como encenador. De 24 de Abril de 1974 aos dias de hoje, Joaquim Benite e a Companhia de Teatro de Almada construíram um percurso artístico parte integrante da história do teatro contemporâneo português. São 40 anos de dedicação à produção teatral de que a CTA, o Festival de Almada e o TMA são provas concretas e sólidas.

Die Mutter foi escrita em 1931 a partir de adaptação teatral de Günther Weisenborn do romance A mãe, do escritor e activista político russo Máximo Gorki, que o publicara originalmente em inglês, em 1906.
Estreada no Theater am Schiffbauerdamm de Berlim, em 1932 – numa encenação de Emil Burri, com cenários de Caspar Neher –, A mãe só em 1951, no Berliner Ensemble, será dirigida por Bertolt Brecht, depois de ter voltado do exílio nos EUA (regressara a Berlim Oriental, em 1949).
Pelagea Vlassova – assim se chama a «mãe» que protagoniza a peça – sofre um dos mais cinzelados e conseguidos processos de formação da consciência no primeiro teatro de Brecht. Ultrapassando definitivamente o mero didactismo, o dramaturgo alemão deixa que Vlassova, sinuosa e progressivamente, aprenda a interpretar (e a partilhar) a luta revolucionária de seu filho, que acabará por morrer. De dona de casa timorata e apaziguadora, Pelagea Vlassova transforma-se em revolucionária activa, porta-estandarte de uma projecto ideológico novo.
Após a carreira no Teatro Municipal de Almada, o espectáculo A mãe apresentou-se ainda no Porto, no Teatro Nacional São João. Em ambos os teatros, a sessões esgotaram e o reconhecimento pela crítica nacional e internacional foi unânime:

«Uma peça de uma pujança e coesão incríveis: um verdadeiro espectáculo popular, que convence o público jovem (e o menos jovem).»
Jean-Pierre Han, Les Lettres Françaises (França)

«A Mãe faz parte do grupo de espectáculos em que estética, política e moral são indissociáveis. A mensagem revolucionária e a sua crítica são consubstanciais ao texto de Brecht; Joaquim Benite realizou aqui um dos seus grandes trabalhos enquanto encenador, e Teresa Gafeira, ‘a mãe’, como actriz. (…) O génio de Joaquim Benite esteve em saber expor o que não contempla as palavras ‘neutro’ ou ‘objectivo’.»
João Carneiro, Expresso

«Teresa Gafeira está no máximo da sua capacidade de actriz. Todos os actores merecem uma menção individual.»
Mario Mattia Giorgetti, Sipario (Itália)

«Joaquim Benite dirigiu com sobriedade e inteligência um elenco que alcançou um espectáculo esplêndido, próprio das grandes companhias europeias de maior prestígio.»
Manuel Sesma Sanz, Primer Acto (Espanha)

«Teresa Gafeira é uma das mais impressionantes actrizes portuguesas.»
Marina da Silva, L’Humanité (França)

«Benite sabe acordar no texto as pulsões que mais precisamos de ouvir hoje. O elenco, liderado por uma extraordinária, justa e cativante Teresa Gafeira, numa interpretação memorável, supera--se superlativamente.»
Rui Pina Coelho, Público

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção