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Teatro de Ensaio do Barreiro promove espectáculos sobre o 25 de Abril«Uma Noite com Carlos Coutinho»

O TEB - Teatro de Ensaio do Barreiro vai estrear, na Oficina de Teatro Mário Pereira, sábado, dia 30 de Abril, a peça “O Jantar do Comissário”, de Carlos Coutinho, com o apoio da Câmara Municipal do Barreiro.

Em simultâneo, o TEB irá repor “O Telefonema”, do mesmo autor. “Uma Noite com Carlos Coutinho” é o nome desta iniciativa que reúne dois espectáculos, ambos encenados por Graciano Simões, que remetem para o 25 de Abril de 1974 e ao agitado período que o antecedeu.

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Teatro de Ensaio do Barreiro promove espectáculos sobre o 25 de Abril «Uma Noite com Carlos Coutinho»

Por Jornal Rostos

“Uma Noite com Carlos Coutinho” estará em cena todos os sábados às 21h30, até 25 de Junho (excepto a 14 de Maio), na Oficina de Teatro Mário Pereira, na Rua Conselheiro Joaquim António de Aguiar, 337, Barreiro (junto ao Restaurante “A Transmontana”). Informações e reservas: 21 207 4685 / 91 942 7088.

“O Telefonema”, recorde-se, estreou, pela mão do TEB, a 23 de Outubro de 2010.

Sobre o autor

Carlos Alberto da Silva Coutinho nasceu em 22 de Agosto de 1943 em Fornelos, povoação do Alto Douro, onde viveu até aos 22 anos. Estudou durante quatro anos no Seminário de Vila Real. Fez nesta cidade o curso de Magistério, tendo leccionado num asilo de crianças.
Tendo denunciado vigorosamente as condições desumanas em que viviam as crianças asiladas, Carlos Coutinho conseguiu, com a colaboração da população da cidade, que a respectiva diocese encerrasse o referido estabelecimento, o que sucedeu após a fuga de muitas crianças asiladas.
Permaneceu em Moçambique durante dois anos como enfermeiro das tropas ocupantes. As suas actividades políticas levaram-no a um Auto de Corpo de Delito, nada tendo as autoridades militares conseguido provar.
De regresso à metrópole leccionou em Lisboa; escreveu vários originais (Teatro e Contos) que não publicou. Em 1971, Fernando Luso Soares incluiu na colecção “Cena Aberta”, que dirigia no jornal do Fundão, a peça num acto único “O Herbicida”, saudado pela crítica da especialidade. Nesse mesmo ano deslocou-se ao estrangeiro numa viagem integrada na luta clandestina em que participava, tendo regressado no ano seguinte. Em 22 de Fevereiro de 1973 foi preso sendo libertado 14 meses depois, com o 25 de Abril, altura em que decorria a fase final do seu julgamento.

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