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Edição de 2011 do Festival de Almada40 actores e 3 encenadores estrangeiros

A edição de 2011 do Festival de Almada reafirma a vitalidade do Festival e da Companhia de Teatro de Almada, entidade organizadora deste evento. Em época de crise, a CTA contribui para o Festival deste ano com duas produções próprias e duas co-produções.

No total, o 28.º Festival de Almada reúne dez países e apresenta-se em quinze espaços, contando com as duas novas parcerias com o Teatro Camões e o Festival das Artes – Teatro da Cerca de São Bernardo.

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Edição de 2011 do Festival de Almada 40 actores e 3 encenadores estrangeiros

Por Jornal Rostos

A edição de 2011 do Festival de Almada reafirma a vitalidade do Festival e da Companhia de Teatro de Almada, entidade organizadora deste evento. Em época de crise, a CTA contribui para o Festival deste ano com duas produções próprias e duas co-produções. Desde 1984, data da criação do Festival, que Joaquim Benite, o seu director, privilegia o Festival como plataforma de encontro internacional entre criadores e intérpretes nacionais e estrangeiros, ao mesmo tempo que dirige a CTA afirmando a sua vertente de instituição de pesquisa e formação, pelos convites feitos a outros actores e encenadores (nacionais e estrangeiros) para integrarem as suas produções e pela elaboração de parcerias, de que Santa Joana dos matadouros é o exemplo mais recente.

Santa Joana, de Bertolt Brecht, é o resultado do convite ao grande encenador francês Bernard Sobel para dirigir uma produção com os alunos finalistas do Curso de Actores da Escola Superior de Teatro e Cinema e da ACT – Escola de Actores. À semelhança do que aconteceu na mesma parceria de Sobel com o Conservatório de Teatro de Paris, Joaquim Benite, a direcção da ACT e da ESTC partilham o desejo de que esta seja uma experiência marcante e enriquecedora, capaz de alargar os horizontes dos jovens actores e contribuir para a sua profissionalização. Neste projecto, no âmbito do estágio final de curso, os alunos trabalham com toda a equipa profissional do TMA e equipa artística de encenador.

Mario Mattia Giorgetti, fundador do Centro Attori La Contemporânea, do qual é director artístico, e director da revista Sipario, dirige O teatro cómico, de Goldoni, num Festival marcado pela homenagem à Commedia dell’Arte e ao teatro italiano: Dario Fo, dramaturgo, encenador, actor e artista plástico, Prémio Nobel da Literatura 1997 é o autor do cartaz deste ano; e Ferruccio Soleri, o Arlequim mais famoso do mundo, regressa ao Festival com Retratos da commedia dell’arte, uma história deste género teatral e uma galeria das suas personagens tipo, apresentando-se em Almada, Lisboa e Porto.

As duas co-produções realizam-se com o Festival das Artes (de Coimbra) e o Centro Cultural de Belém. Solveig Nordlund, numa co-produção TMA – Festival das Artes, encena o último texto de Lars Norén, Do amor, contando no elenco com Joana Brandão, Joana Bárcia, Manuel Wiborg, Nuno Nunes e Paulo Guerreiro.
Com o CCB, o TMA estreia em absoluto A Rainha Louca, um ópera em dois actos com música e libreto de Alexandre Delgado e encenação de Joaquim Benite. O elenco conta com a interpretação das reputadas cantoras Ana Ester Neves, Ana Paula Russo, Teresa Cardoso de Menezes, Maria Luísa de Freitas, da actriz Nilma Santos e dos músicos da OrchestrUtopica.

No total, o 28.º Festival de Almada reúne dez países e apresenta-se em quinze espaços, contando com as duas novas parcerias com o Teatro Camões e o Festival das Artes – Teatro da Cerca de São Bernardo. Com uma periodicidade anual, é considerado o terceiro mais importante festival de teatro da Europa, ao lado de Avignon e Edimburgo, e uma das mostras nacionais mais importantes, com uma média de afluência de público que ronda os 20 mil, conhecido por introduzir em Portugal companhias e criadores nunca apresentados no País.

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