Cândida Branca Flor - Com 51 anos de vida e 25 anos de carreiraMorrer no anonimato depois do estrelato

Por Jornal Rostos
O valor do legado artístico, o preço da entrega a um público, o desejo da fama e o amor enquanto negócio do Eu Superstar, são o terreno da visão dada a esta personagem, que para este projecto aparece num momento áureo da sua vida: o Festival RTP da Canção, 1982. O texto original que mistura o humor com a tragédia, procura perceber quem foi esta cantora popular que do nada se suicidou num subúrbio, abandonada, só, sem público nem amor. É esta a interrogação maior: afinal o que vale, hoje, o amor?
Cândida Branca Flor (Beringel, 12 de Novembro de 1949 — Massamá, 11 de Julho de 2001), de seu nome verdadeiro Cândida Maria Coelho Soares, foi uma reconhecida cantora portuguesa. Frequentou aulas de canto com a professora Maria do Rosário Coelho e entrou na carreira artística integrando a Banda do Casaco, grupo inovador na música popular portuguesa dos anos 70. Foi, aliás, ao tema "Romance de Branca Flor" do álbum Coisas do arco-da-velha (considerado em Portugal como ´Disco do Ano´ de 1976), que foi buscar o nome artístico que a tornaria célebre na sua carreira a solo. Ídolo das crianças no final da década de 70 e início dos anos 80, apresentou, ao lado de Júlio Isidro, o programa televisivo "Fungagá da Bicharada", enveredando, depois, pela carreira de cantora com a edição da banda sonora desse programa. Em 1979, participou, pela primeira vez, no Festival RTP da Canção, com "A Nossa serenata", voltando ao certame em 1982, em "Trocas baldrocas" e, em 1983, ao lado de Carlos Paião, com "Vinho do Porto (Vinho de Portugal)". Entre 1978 e 1993, editou oito álbuns. Nos últimos anos, colaborou com inúmeros nomes da música popular portuguesa e deu espectáculos atrás de espectáculos para os emigrantes portugueses no estrangeiro. A 11 de Julho de 2001, após um período mais apagado da sua carreira, suicidou-se, o que surpreendeu os seus admiradores devido à imagem de alegria contagiante que projectava em público.
Sílvia Filipe é a única protagonista desta peça produzida pelo Grupo Cassefaz (50ª produção do grupo) em co-produção com o Novo Grupo Teatro Aberto. A actriz veste a pele de Cândida Branca Flor, uma das personalidades mais fascinantes e menos compreendidas da música popular portuguesa. Com texto de André Murraças e encenação conjunta de André Murraças e Paulo Ferreira.
De 14 de Setembro a 02 de Outubro, de Quarta-feira a Sábado às 21:30 e Domingo às 16:00, na Sala Azul do Teatro Aberto. Os bilhetes custam 12 euros para o público em geral, 10 euros para maiores de 65, parcerias e grupos organizados com mais de 10 pessoas e 8 euros para menores de 25 anos de idade; e podem ser comprados, diariamente, na bilheteira do Teatro Aberto, das 14:00 às 22:00, ou previamente reservados através dos números de telefone 213 880 089. Há ainda bilhetes à venda nas lojas FNAC, Abreu, Worten, CC Dolce Vita, Megarede e Elcorte Inglés e www.ticketline.pt (707 234 234). Espectáculo classificado para maiores de 12 anos.
Teatro Aberto - Praça de Espanha 1050-107 Lisboa - 213 103 400













