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Projéctor Teatro do BarreiroVarino «Pestarola» vai ser palco de teatro

Luciano Barata, ensaiador e membro da Direcção da Associação Projéctor Companhia de Teatro do Barreiro, divulgou, que a nova peça da companhia, cuja estreia será no próximo dia 5 de Novembro - «Raivar Que Este É Outro Jogo», com textos de Gil Vicente e Carlos Alberto Correia, e, encenação de Abílio Apolinário, no próximo mês de Maio, vai ter como palco o varino «Pestarola».

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Projéctor Teatro do Barreiro Varino «Pestarola» vai ser palco de teatro

Por Jornal Rostos

Luciano Barata, que referiu a importância pedagógica do novo espectáculo do Projéctor, baseado em textos de Gil Vicente e Carlos Alberto Correia, revelou, que, a convite da Câmara Municipal do Barreiro, a Companhia vai encenar o espectáculo, no próximo mês de Maio, tendo como palco o varino «Pestarola», embarcação tradicional do Tejo, propriedade da Câmara Municipal do Barreiro.
“A peça será realizada dentro do barco» - sublinhou, e, os espectadores – essencialmente destinado a público escolar – irão assistir no cais, na Avenida de Sapadores, à representação proporcionada pela Associação Projéctor Companhia de Teatro do Barreiro.

O Projéctor com esta sua 17^ª produção pretende que o espectáculo possa ser motivo de itinerância pelas escolas da região, apontando como público alvo alunos do 9º e 10 anos, que podem com este espectáculo enriquecer a aprendizagem sobre a obra de Gil Vicente.

Património adquirido pelo Município em 1999

O Varino Pestarola, ao que tudo indica, terá sido construído em Vila Franca de Xira, já que o seu primeiro registo o localiza, em 1930, em Alhandra, com a designação de "Camponesa/Camponês".
Na década de 50 é adquirido pelos Armazéns José Luís da Costa Lda., com o objectivo de efectuar o transbordo do bacalhau para terra.
As embarcações tradicionais – fragatas, varinos, botes, batéis e a muleta – enchiam de cor e gentes as praias do Barreiro, no entanto, o comboio, o barco a vapor, o transporte rodoviário, a adesão a novas profissões nos Caminhos-de-Ferro do Sul e Sueste e na CUF levaram ao desaparecimento destas embarcações do rio.
Até chegar à posse do Município, em 1999, o Varino teve vários proprietários e designações.

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