«A Verdadeira História da Tomada do Carvalhal» em PalmelaESTE – Estação Teatral apresenta comédia em Pinhal Novo
A comédia, inspirada num episódio histórico, retrata a sociedade portuguesa do final do século XIX e, em especial, a vida da população que retirava o seu sustento do trabalho no campo.

Por Jornal Rostos
A companhia ESTE – Estação Teatral apresenta “A Verdadeira História da Tomada do Carvalhal” no dia 11 de Novembro, às 21h30, em Pinhal Novo. O Espaço ContraFacção recebe o espectáculo, com encenação e dramaturgia de Nuno Pino Custódio, numa organização da Artemrede com a Câmara Municipal de Palmela e apoio do Bardoada – O Grupo do Sarrafo e PIA – Projectos de Intervenção Artística.
A comédia, inspirada num episódio histórico, retrata a sociedade portuguesa do final do século XIX e, em especial, a vida da população que retirava o seu sustento do trabalho no campo. As entradas valem 2,5 euros, com descontos de 25% para menores de 25, maiores de 65, desempregados, estudantes e grupos com mais de dez pessoas. Informações e reservas através do telefone 212336634.
Encenação e Dramaturgia: Nuno Pino Custódio
Cenografia e Figurinos: Marta Carreiras
Música: José Reis Fontão
Desenho de Luz: Pedro Fino
Interpretação: Carlos Pereira | Leonor Cabral | Rui M. Silva
Interpretação Musical: Alexandre Barata | António Supico | Ricardo Brito | José Emílio Martins
Dur.: 60min (sem intervalo)
M/12 | Comédia
«– De quem é o Carvalhal?
– É do Senhor Garrett…
Em 1890, a família Garrett era uma das mais importantes do distrito. Explorava as pastagens do Carvalhal e a Irmandade do Santíssimo as castanhas. O povo do Souto da Casa, por sua vez, detinha o cultivo da terra. Mas houve uma época em que o rico proprietário incumbiu o seu feitor, António Antunes Aquém, de ocupar todos os terrenos e não deixar que se cultivasse. Então, os sinos tocaram a rebate, o povo juntou-se e Aquém, desde o alto da Serra até ao povoado, foi obrigado a carregar um pesado tronco de castanheiro às costas.
– De quem é o Carvalhal? – Insistiam.
– É vosso… – Respondia o castigado, vencido pela dura provação.
Mas não era ainda isto que todos queriam ouvir. E foi vê-lo descer encosta abaixo carregando a sua cruz. Foi o seu sofrimento, a sua aflição – afinal o sofrimento e a aflição de um povo – que o fez proferir, alto e bom som, as palavras ajustadas.
– De quem é o Carvalhal?
– O Carvalhal… é nosso!»













