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Moldura

Companhia de Teatro de Almada parte em digressão pelo país

Moita, Sesimbra, Seixal, Loures, Sintra, Montijo, Borba, Estremoz e Matosinhos são as localidades que vão receber os espectáculos da Companhia de Teatro de Almada (CTA) durante o primeiro semestre deste ano. Verdi que te quero Verdi, Falar verdade a mentir e A purga do bebé, sucessos já apresentados no Teatro Municipal de Almada, vão agora poder ser vistos um pouco por todo o país.

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Companhia de Teatro de Almada parte em digressão pelo país

Por Jornal Rostos

Encenado por Teresa Gafeira, Verdi que te quero Verdi propõem aos mais novos que mergulhem no mundo do célebre compositor italiano Giuseppe Verdi (1813 – 1901), e das suas célebres óperas, cujas árias têm sido trauteadas ao longo dos anos, de geração em geração. Verdi que te quero Verdi, cujo título se inspira no célebre verso de Lorca, cruza aspectos biográficos da vida do compositor com o enredo de algumas óperas que marcaram a sua obra.

Falar Verdade a mentir, de Almeida Garrett com encenação de Rodrigo Francisco, é uma peça vocacionada para o público escolar, pois trata-se de um texto obrigatório do 8º ano. Apontado como exemplo de uma estrutura dramática perfeita, o texto foi representado pela primeira vez em Lisboa em 1945. Desenvolvida em dezasseis cenas breves, esta inteligente e divertida comédia sobre a vida burguesa de Portugal do Século XIX é inspirada no texto de um profícuo autor de Vaudevilles francês (Eugène Scribe, 1791-1861), e faz parte de um conjunto de textos que Garrett criou para dotar o teatro português de um repertório que pudesse fomentar no público dessa época o gosto pela arte dramática.

Encenada por Joaquim Benite, A purga do bebé obteve um enorme sucesso de público no TMA — mais de dois mil espectadores viram, em 2011, a reposição do texto de Georges Feydeau com André Gomes, Joaquim Nicolau e Teresa Gafeira nos principais papéis. Trata-se de uma deliciosa farsa onde os negócios de Follavoine se cruzam com a tentativa de sua mulher para que Totó, filho de ambos, beba um purgante. A crítica foi unânime no elogio à peça: “É um momento congelado no tempo, como uma fotografia, (…) remontada e recriada por Joaquim Benite como um anacronismo bem-disposto”, escreveu Rui Monteiro na Time Out. Rosário Anselmo afirmou na Visão: “A comédia resulta, sobretudo, pela entrega e experiência do par principal. (…) A purga do bebé cumpre a função, para já, a de levar o público a um momento de alívio (ainda que suave)”.

10 de Março 16h00
Verdi que te quero Verdi Moita Fórum Cultural José Manuel Figueiredo
11 de Março 17h00
Verdi que te quero Verdi Sesimbra Cineteatro Municipal João Mota

14 e 15 de Março 10h30 e 14h00
Verdi que te quero Verdi Seixal Soc. Filarmónica Operária Amorense

12 e 13 de Abril 10h30 e 14h00
Verdi que te quero Verdi Loures Soc. Filarmónica União Pinheirense

17, 18 e 19 de Abril 11hoo e 15hoo (apenas a 19)
Verdi que te quero Verdi Sintra Auditório Municipal António Silva

20 de Abril 11h00
Falar verdade a mentir Sintra Auditório Municipal António Silva

23 de Maio 11h00
Falar verdade a mentir Montijo Cinema-Teatro Joaquim de Almeida

26 de Maio (hora em confirmação)
A purga do bebé Matosinhos Cine Teatro Constantino Nery

27 de Maio 15h00
Verdi que te quero Verdi Borba Cine-Teatro de Borba

03 de Junho 16h00
Verdi que te quero Verdi Estremoz Teatro Bernardim Ribeiro

Verdi que te quero Verdi
A partir de Giuseppe Verdi
Encenação de Teresa Gafeira
Cenografia Steven Evans
Movimento Jean Paul Bucchieri
Operação de luz e som Paulo Horta
Intérpretes João Farraia | João Maionde | Pedro Walter | Sofia Correia

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