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Mês do Teatro no BarreiroRECEBEU VÁRIAS PEÇAS LOCAIS E NACIONAIS

O Mês do Teatro no Barreiro terminou no dia 31 de março, com uma Conversa sobre esta arte de palco, na Oficina de Teatro Mário Pereira.
Na sexta-feira, 30 de março, o público encheu a Casa da Cultura da Quimiparque para assistir à peça “Não Há Euros para Ninguém”.

3 min de leitura
Mês do Teatro no Barreiro RECEBEU VÁRIAS PEÇAS LOCAIS E NACIONAIS

Por Jornal Rostos

Foram várias as peças, conversas, ações de formação, entre outras iniciativas, que preencheram o programa do Mês do Teatro no Barreiro, promovido em março pela Câmara Municipal do Barreiro. De salientar a forte participação das companhias locais na apresentação de peças e na organização das Conversas à Volta do Teatro (realizadas pela primeira vez, este ano, no âmbito do Mês do Teatro).

Na última conversa, a 31 de março, promovida pelo Teatro de Ensaio do Barreiro (TEB), estava prevista a participação da atriz Fernanda Montemor que, por motivos pessoais, não pôde estar presente. Na iniciativa, Graciano Simões, encenador do TEB, e António Sousa Pereira, Diretor do Jornal Rostos, falaram sobre as dificuldades das companhias locais e em possíveis soluções para as ultrapassar.
Sousa Pereira, “um apaixonado por teatro há muitos anos”, como o próprio afirma, esteve na origem do TESFAL – Teatro da SFAL, sendo, no entanto, um mero espetador.

Considera que esta arte de palco está a passar por dificuldades num “Mundo marcado pelo audiovisual e pela internet”. A questão colocada por Sousa Pereira para reflexão e debate foi “como é que o teatro consegue sobreviver com as novas tecnologias”.

Na opinião do Diretor do Rostos, o “teatro amador tem de ser capaz de captar jovens para os palcos. Tem de haver uma relação forte entre os grupos de teatro e as escolas, de modo a captar talentos, tal como se faz no futebol”.
Considera inclusive que a formação por parte dos grupos de teatro é uma forma de garantir também o futuro desses mesmos grupos. Salientou ainda a importância da parceria com as autarquias locais nesta área da formação, de modo a “beneficiar a comunidade e o desenvolvimento local”. “Há recursos humanos, espaços e valores para que o teatro contribua mais e melhor para o desenvolvimento cultural do Barreiro”, referiu.

Sousa Pereira falou também sobre a importância do diálogo entre as companhias de teatro amador do Barreiro, no sentido da criação de projetos conjuntos.
Graciano Simões e Sousa Pereira recordaram que o Barreiro tem uma grande tradição de teatro, tendo sido “criados” nas companhias locais vários artistas com trabalho reconhecido a nível nacional.
Abordaram igualmente formas de rentabilização do espaço do TEB – a Oficina de Teatro Mário Pereira –, promovendo a imagem do grupo ou acolhendo iniciativas da comunidade, de modo a dar a conhecer o espaço e o que lá se faz em termos de arte de palco.

CMB

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