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Teatro Animação de SetúbalEncontra-se numa situação financeira difícil

. O risco que corremos de ter que suspender a actividade até que se encontre uma solução

"Apesar das dificuldades financeiras e consequentes instabilidades pessoais, estreámos uma peça em Março - Pandora Boxe. No entanto, já ultrapassámos todos os limites e não queremos prescindir das condições necessárias para garantir um trabalho com qualidade, coerência e dignidade que, reconhecidamente, temos oferecido à população ao longo de todos estes anos" - sublinha um comunicado do TAS- Teatro Animação de Setúbal.

3 min de leitura
Teatro Animação de Setúbal Encontra-se numa situação financeira difícil

Por Jornal Rostos

O TAS- Teatro Animação de Setúbal, companhia de teatro profissional desde 1975, a desenvolver actividade regular na cidade, região, distrito de Setúbal e no país, Entidade de Utilidade Pública, Medalha de Mérito da cidade de Setúbal e Membro Honorário da Ordem de Mérito, encontra-se numa situação financeira difícil.

Uma situação decorrente do atraso do pagamento do apoio atribuído e contratualizado em protocolo anual com a autarquia e os cortes de 100% por parte da Secretaria de Estado da Cultura que, em 2012, simplesmente decidiu não abrir Concurso às Artes. As candidaturas de apoio anual e pontual ficaram sem efeito até nova decisão do governo.

A agravar esta situação, acresce a falta de espaços aptos para apresentar espectáculos: o Teatro de Bolso está fechado à espera de obras, o Fórum Municipal Luísa Todi encontra-se em obras, e qualquer outra alternativa como as que temos vindo a utilizar – Convento de Jesus, Museu do Trabalho, Casa Bocage, Cinema Charlot ou Teatro Fontenova – são efémeras, precárias e não permitem rentabilizar a nossa actividade de forma continuada e efectiva.
Temos feito todos os esforços, temos resistido e com boa vontade trabalhamos desde o início do ano sem salário e com muita dedicação, tendo cumprido todas as obrigações contratualizadas (até à data).
Apesar das dificuldades financeiras e consequentes instabilidades pessoais, estreámos uma peça em Março - Pandora Boxe. No entanto, já ultrapassámos todos os limites e não queremos prescindir das condições necessárias para garantir um trabalho com qualidade, coerência e dignidade que, reconhecidamente, temos oferecido à população ao longo de todos estes anos.

Não queremos pôr em causa o nível artístico das nossas produções e queremos continuar a contribuir para o desenvolvimento cultural da cidade. Para isso, é urgente minimizar o risco que corremos de ter que suspender a actividade até que se encontre uma solução.
Lamentamos ter que tomar essa decisão e apelamos à compreensão de todos neste momento “dramático”.

Setúbal, 13 de Abril de 2012

O Presidente da Direcção
Carlos Curto

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