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Arteviva – Companhia de Teatro do BarreiroEstreia «Biedermann e os Incendiários» de Max Frisch

Arteviva – Companhia de Teatro do Barreiro, estreia hoje, dia 5 de Abril, pelas 21h30, a peça “Biedermann e os Incendiários”, de Max Frisch, com encenação de Jorge Cardoso.
A peça “Biedermann e os Incendiários” vai estar em cena até junho, às sextas e sábados, pelas 21h30.

3 min de leitura
Arteviva – Companhia de Teatro do Barreiro Estreia «Biedermann e os Incendiários» de Max Frisch

Por Jornal Rostos

“Biedermann e os Incendiários”

Sinopse
Os jornais não falam de outra coisa: vendedores ambulantes conseguem ser recebidos por cidadãos incautos que, no dia seguinte, veem as suas casas em chamas. Chegam a arder bairros inteiros. Instala-se o medo. Reclamam-se medidas drásticas contra os incendiários. Tocam à campainha da porta do Sr. Biedermann: é um vendedor ambulante!
QUE FAZER?

Max Frisch
Arquiteto e escritor suíço de língua alemã, Max Frisch é sobretudo conhecido fora do seu País como romancista e dramaturgo. Inicia-se na escrita ainda nos anos 30 do século passado, numa Suíça neutral mas potencialmente ameaçada pelo expansionismo alemão.
Já no pós-guerra, Frisch alcança enorme sucesso, no contexto da criação de uma nova dramaturgia alemã. Na década de 60, as suas peças são já representadas por toda a Europa, incluindo Portugal.
Em 1962, “O Respeitável Senhor e os Seus Hóspedes” estreia no Teatro Experimental do Porto, numa encenação de João Guedes, com o título censurado (“Biedermann e os Incendiários” não fora aceite). A peça foi apresentada sem epílogo (sendo certo que este não constava do texto original, tendo sido acrescentado em 1958).
Já com o título do presente espetáculo e encenação de Pedro Lemos, “Biedermann e os Incendiários” foi levada à cena em 1963, no Teatro Nacional D. Maria II, agora com todo o epílogo censurado. Em 1977, o Teatro de Animação de Setúbal apresentou a peça, sob o título “O Senhor Benquisto e os Incendiários”, numa encenação de Carlos Wallenstein.
Influenciado pelo teatro épico de Bertolt Brecht – mais ao nível da forma do que da temática –, Frisch tem em “Biedermann e os Incendiários” (1953) e “Andorra” (1961) os seus maiores êxitos teatrais.
A primeira, explicitamente afirmada como “lição sem doutrina”, não parece tanto afirmar a capacidade transformadora do teatro (Brecht), como servir o próprio teatro enquanto arte de fazer perguntas.
Vista como metáfora da chegada ao poder do nazismo e partindo da perplexidade que tal facto provocou (“como é que aquilo pôde acontecer?”), a peça continuou sendo apresentada um pouco por todo o mundo, agora também como referência a todas as ameaças totalitárias, de cariz político ou religioso. Transparece dela a natural tendência das sociedades abertas alimentarem e darem guarida aos seus inimigos.
No seu registo irónico, na sua aparente simplicidade, a alegoria de Biedermann confronta-nos com o facto de a instalação do medo ser o primeiro sintoma das democracias em perigo.
Poderá chocar-nos a inércia, a complacência, o medo de Biedermann perante todas as evidências?
E o que faríamos se estivéssemos no seu lugar? – pergunta ele.

Ficha Técnica
Biedermann – Rui Félix
Babette – Patrocínia Cristóvão
Ana – Vanda Robalo
Schmitz – Ricardo Guerreiro
Eisenring – Henrique Gomes
Um polícia – Vítor Nuno
Universitário – Alexandre Antunes
Viúva Knechtling – Celeste Mestre
Corifeu – Rita Reis
Coro – Helena Cruz, João Reis, Maria Matos, Paula Gonçalves, Susana Marques, Vítor Nuno

Encenação – Jorge Cardoso
Assistente de Encenação – Ana Samora
Cenografia – Sara Franqueira
Música – Miguel Félix
Movimento – Andreia Martins
Figurinos – Ana Pimpista
Adereços e Apoio Figurinos – Maria Cavaco
Guarda-roupa – Catarina Gonçalves
Desenho de Luz – João Henrique Oliveira
Operação Técnica – Miguel Félix, André Concórdia, Sérgio Ventura, Inês Valente
Contrarregra – Pedro Duarte
Design – João Pimenta
Produção/Divulgação – Rita Conduto
Apoio Geral – Dário Valente, João Oliveira Jr.
Serralharia e carpintaria – José Luís Galego, Amélia Careto
Agradecimentos – Ângela Farinha, Joana Pimpista, Manuel Alpalhão

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